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Bahia reforça ações para combater a febre amarela: entenda o que é a doença

A imunização de indivíduos que não possuem duas doses registradas no cartão de vacinação é uma das ações executadas pelo estado para combater ​a doença
(Foto: Agência Brasil)

Após a confirmação do primeiro caso de febre amarela em macacos na zona rural de Alagoinhas, na Bahia, o estado vem tomando medidas intensas na execução de ações preventivas no combate ao vírus da doença na região. A imunização de indivíduos que não possuem duas doses registradas no cartão de vacinação é a principal das ações executadas, além do uso de inseticidas para a redução do número de mosquitos e monitoramento de casos suspeitos em macacos e em humanos.

De acordo com o infectologista do Hapvida Alfredo Passalacqua, embora ainda não exista confirmação de casos nas zonas urbanas, o surto da doença preocupa e que a doença pode ser prevenida pela eliminação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. “Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada do mosquito, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Além disso, devem ser tomadas medidas como a vacinação principalmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença, e usos de repelentes”, destaca o médico.

Passalacqua explica que a infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela (ou tenha sido imunizado contra ela) é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. “Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra, mas expõe todo o meio à doença”, esclarece o infectologista.

Desde o início do ano, o estado determinou desde janeiro um bloqueio vacinal nas regiões Oeste, Extremo Sul e Sudoeste do estado, decorrente da situação epidemiológica da febre amarela no país, que já contabiliza óbitos nos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais, incluindo regiões que fazem divisa com a Bahia.

Atenção aos sintomas da doença
O infectologista afirma que geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou, quando aparecem, são muito fracos. “As primeiras manifestações da doença apresentam-se com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular. Apresentam também náuseas e vômitos por cerca de três dias e, em sua forma mais grave, após um pequeno período de melhora, reaparecem sintomas de quadros de insuficiências hepática e renal, olhos e pele amarelados (icterícia) e manifestações hemorrágicas”, detalha Passalacqua.

O tratamento para febre amarela deve ser orientado por especialistas para monitorar as funções hepáticas e buscando aliviar corretamente os sintomas da doença. “Quando a doença é detectada rapidamente, o tempo de recuperação do paciente costuma ser rápido e a recuperação completa. Os casos mais graves, com cerca de duas semanas de recuperação, relacionam-se com quadros de astenia ou outras complicações devida a baixa imunidade. Por isso é tão importante que, ao apresentar os primeiros sintomas, seja procurado atendimento médico”, reforça o infectologista. Podem ocorrer formas atípicas fulminantes, levando à morte precoce em 24 a 72 horas após o início da doença.(Jornal da Chapada)

 

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