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Chapada Diamantina: Confira como foram as comemorações do Dia da Chapada Diamantina em Lençóis, Palmeiras e Seabra

Nesta segunda (9), começaram as comemorações do Dia da Chapada Diamantina na cidade de Lençóis, e se estenderam pela semana nas cidades de Plameiras (10) e Seabra (11). Com palestras e exposições, além de manifestações culturais locais.

 

O Dia da Chapada nasceu do desejo das pessoas que compunham a JIVA (Junta Independente Voluntária Ambiental), que há dois anos atua em projetos socioambientais na região, que deu início a um abaixo assinado, com a proposta da instituição da data, em Praça Pública, no município de Seabra, durante a Semana de Meio Ambiente. Em menos de 15 dias foi levada à ALBA – Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, onde o Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo Governador do Estado, Rui Costa. Desde então, foi instituído por meio da Lei 13.739 de 05/07/17, no calendário oficial de eventos do Estado da Bahia, o Dia da Chapada Diamantina, a ser comemorado anualmente em 11 de abril.

Em Lençóis, os palestrantes Marilda Miedema (Presidente da Sociedade Brasileira de Geologia), Marjorie Cseko Nolasco (Coordenadora do Campus Avançado da Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS), e Renato Azevedo (Geólogo e consultor) que falaram sobre geodiversidade, patrimônio, identidade e desenvolvimento territorial, além da possibilidade de criação de um geoparques em diferentes regiões na Chapada Diamantina, o que possibilitará o aumento do turismo e conservação das áreas.

A tarde foram para a serra das paridas, pois é onde tem o sitio arqueológico mais estruturado na Chapada Diamantina, onde foi feita uma visita técnica com informações arqueológicas sobre as pinturas, mediadas pelo pesquisador Alvandyr Bezerra. Renato, responsável pelo lugar recepcionou a todos e contou a história da criação do lugar.

Para fechar a noite, foram a exposição do garimpo no Campus Avançado da UEFS e de Pedro Lima que estava tendo na cidade, e foi feito um cite tur pela cidade pelos pontos principais da cidade.

Lençóis:

No dia seguinte no auditório da Câmara de Vereadores em Palmeiras, com a população local, visitantes e os representantes das secretárias de Cultura, Turismo e Meio Ambiente, de algumas cidades, totalizando uma participação até mesmo maior que Lençóis.

O geógrafo Antônio Raimundo falaram sobre o Projeto da Estrada Real, que vai de Rio de Contas a Jacobina. A tarde foi emocionante e recheada de histórias onde os historiadores Delmar Araújo e Liandro Antiques falaram sobre o surgimento do lugar e dos povos antigos, sendo complementados pelas contadoras de histórias Zenilda Pina e Marilande Queiroz.

O dia foi finalizado com um passeio ao Morro do Pai Inácio, onde foi recontada a lenda do corajoso Pai Inácio que pulou o morro de guarda-chuva e sobreviveu, além de fazerem a contextualização da geologia.

Palmeiras:

No tão esperado dia de festa do Dia da Chapada em Seabra, no IFBA (Instituto Federal da Bahia), houve apresentação de artesanato do Balaio das Artes de Bonito, e da Professora Gilka Milena, do ESFRA (Educandário São Francisco de Assis), que durante o evento vendia e confeccionava suas artes. Ao lado dos artesanatos estava Rodrigo Valle, vendendo sua livro História Natural da Chapada Diamantina.

Após a mesa de abertura composta pelo Secretário de Meio Ambiente e Turismo de Barra da Estiva Adno Marcelo, Darilio Pires Representando a direção do IFBA, Iovane Filho representando a prefeitura, Carmelice Rosa da comunidade Quilombola de Agreste e Dona Nog Senna, Rodrigo falou da formação do território, geografia e geologia da Chapada e convidou as pessoas a adquirirem seu livro.

Dona Nog falou do surgimento da Chapada, e dos primeiros órgãos públicos que se instalaram em Seabra, evolução do comércio, e educação, além de falar das cidades do Circuito do Diamante que compartilhavam dos mesmos sonhos e ideias e que Seabra foi se desenvolvendo e se tornou o centro.

A turismóloga Sirlene Rosa, fez uma síntese da história do turismo, da criação do Parque Nacional da Chapada (PNCD), da criação da APA (Área de Proteção Ambiental) Serra do Barbado, da criação da APA Marimbus Iraquara em 1993, entre outros. Sirlene falou também dos programas que auxiliam o turismo e a conservação ambiental. Foram citados os 4 circuitos turísticos da Chapada e como aproveitar as belezas de todas regiões, não focando somente em um lugar como tem sido feito nos últimos anos.

A turismóloga citou a possibilidade da criação de geoparques em várias regiões da Chapada, e de projetos de Parque em Morro do Chapéu, Rio de Contas, Serra do Sincorá, Iraquara e Seabra, pois são lugares com potenciais turísticos que podem ser explorados.

O dia foi finalizado na praça dos eventos com sarau e apresentações culturais, isso tudo próximo ao centro geográfico da Bahia, o que segunda a turismóloga, com planejamento estratégico pode se tornar um ponto turístico.

Seabra:

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