quarta-feira ,22 novembro 2017
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Combate às facções criminosas é discutido por chefes de Inteligência na Bahia

Foto: Reprodução

Evento segue até a sexta-feira e reúne líderes de setores de Inteligência de todo o Nordeste

 Facções criminosas escolhem como atividade o que lhes é mais lucrativo no momento: seja o tráfico de drogas, o comércio de armas ou roubos a bancos. “Dependendo da atividade de cada uma e do tipo de negócio, existe uma margem de lucro calculada por eles, inclusive com o tipo de repressão que vão sofrer. Mas, dentro do cenário internacional, (destaco) o tráfico de drogas e o comércio de armas”. A conclusão é do delegado federal Rômulo Berredo, coordenador-geral de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Esta semana, ele participa, em Salvador, do Encontro Nacional para Chefes de Organismos de Inteligência do Nordeste (Enchoi/NE). O evento, que discute o enfrentamento às facções criminosas na Bahia e no Nordeste, começou nesta terça-feira (23) e vai até sexta—feira (26), promovido pela Senasp, através da Coordenação Geral de Inteligência (CGI) do órgão, no Centro de Operações e Inteligência 2 de Julho, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Com a participação de 27 instituições de todos os estados do Nordeste, o evento tem como objetivo discutir ações de combate às organizações criminosas no país, além de estratégias para reduzir homicídios e assaltos a banco.

“A ideia é abordar os três principais eixos partindo da elaboração de alguns diagnósticos e encaminhar maneiras fazer frente à área de segurança pública no âmbito nacional. A ideia é trabalhar de maneira integrada, ver o que é utilizado pelos colegas no estado e, principalmente, trocar informação porque obviamente as quadrilhas não agem sozinhas em seus estados. É muito comum desenvolvimento em nível regional, nacional e até internacional”, afirmou o delegado federal Rômulo Berredo.

PCC no Nordeste
Segundo o secretário estadual da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, o alto número de homicídios nos estados do Nordeste tem, como fator decisivo, a atuação das facções no tráfico de drogas. “O fornecimento de drogas das quadrilhas aqui compete à principal facção do estado de São Paulo, que todos já sabem qual é, e que está até em outros países dominando a distribuição de drogas para o Brasil”, afirmou, referindo-se ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por isso, para ele, o enfrentamento deve ser nacional. “Estamos sofrendo hoje uma consequência disso. A maior oferta de drogas vem pela falta de combatividade a essa facção onde ela mais opera, que são as fronteiras. Porque onde entra droga, entra arma. A droga é barateada e consegue alcançar um número maior de pessoas. Os estados do Nordeste estão, nos últimos 10 anos, vivendo essa realidade”, disse o secretário, reforçando que o orçamento da Segurança Pública passou de 6% do total do estado para 12%. (Correio 24 horas)

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