quinta-feira ,21 setembro 2017
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De todo poderoso a insepulto, Geddel precisa de milagre para sobreviver politicamente

Foto: Reprodução

Ao longo da última semana, o deputado federal Lúcio Vieira Lima afirmou a veículos de imprensa da Bahia que o ex-ministro Geddel Vieira Lima não disputaria mais eleições em 2018.

Na argumentação, o irmão de Geddel sugeriu que cacique do PMDB teria cumprido a etapa da vida política, o que justificaria a aposentadoria. Lúcio, fraternalmente, tratou o retiro político de Geddel como uma opção do ex-todo poderoso ministro de Michel Temer. Entretanto, não era necessário ser vidente para ter noção do risco de prisão que o peemedebista corria.

Citado nas delações da Odebrecht e do Grupo JBS, além de figura recorrente no depoimento de presos nas diversas operações que derivaram da Lava Jato, uma eventual condução de Geddel pela Polícia Federal não seria surpresa para qualquer um que acompanha o noticiário. O sumiço dele, numa espécie de capa de invisibilidade, foi rechaçado pelo próprio. Após a publicação de um artigo sobre o desaparecimento dele de atividades públicas, Geddel manteve o tom (pouco) cordial para bradar o direito à privacidade.

Oficialmente, não era uma pessoa pública, porém, nos bastidores, era sabido que mantinha a articulação política e também a ascendência sobre o núcleo duro de Temer no Palácio do Planalto. Era onipresente no âmbito do PMDB. Mas também era um cadáver insepulto para a política local. Lúcio fez bem o papel de defesa do irmão, padrinho político e aliado. Defendeu que Geddel escolheu o recolhimento para deixar a vida pública.

Entretanto, por mais reviravoltas possíveis, seria mais necessário do que ver para crer, como pregou São Tomé. Se a Lava Jato teve condições de derrotar politicamente alguém, Geddel estaria nessa lista. Foi a vida pública que escolheu deixar o peemedebista, ainda que temporariamente. Uma ressurreição, todavia, nunca deve ser completamente descartada. Afinal, um acordo nacional pode encerrar a sangria, como bem dito por um aliado do ex-ministro. Este texto integra o comentário para a RBN Digital, veiculado às 7h, com reprise às 12h30.(Bahia Notícias)

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