quinta-feira ,21 fevereiro 2019
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Diretor José Padilha compara caso de Flávio Bolsonaro com personagens de ‘Tropa de Elite’

Após o senador eleito Flávio Bolsonaro ser acusado de ter comissionado em seu gabinete a mãe e a mulher de um ex-capitão da PM suspeito de chefiar milícias, o cineasta José Padilha disse e entrevista à Folha que “os eleitores de Bolsonaro que acharam que estavam votando no capitão Nascimento talvez tenham votado no Rocha, o chefe da milícia”.

Padilha é diretor de “Tropa de Elite” e “Tropa de Elite 2” – filmes que mostram a atuação de milicianos nas engrenagens da política, em especial no Rio de Janeiro. O Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura nos longas, era o agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que passava por cima de qualquer barreira ética ou legal para combater o crime. Já o major Rocha, interpretado por Sandro Rocha, era o policial corrupto que começou a controlar o tráfico na comunidade.

Assim que as acusações relacionadas a Flávio vieram à tona, começaram a surgir comparações com os filmes de Padilha e até sugestões para a gravação de um “Tropa de Elite 3”. Em entrevista à Folha, o diretor disse achar “muito estranho” o cargo em comissão indicado pelo filho do presidente a parentes do policial Adriano Nóbrega.

“[Ele é] considerado por muitos policias que conheço no Bope como um policial matador e supostamente envolvido na morte de bicheiros, presidentes de escolas de samba e milicianos inimigos”, disse Padilha.

O parlamentar afirma, em sua defesa, que as nomeações foram realizadas por seu ex-assessor, o ex-policial militar Fabrício Queiroz, cujas movimentações de dinheiro foram consideradas como atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) (veja aqui).

José Padilha contou que considera Jair Bolsonaro um político “unfit for office”, isto é, inapto para o cargo. Mas isso não o faz apoiador dos petistas, pois segundo o diretor Fernando Haddad também não era adequado para assumir a presidência.

 

Fonte: Bahia Noticias

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