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Enquanto Leão aceita ser vice, na oposição procura-se um

Foto: Montagem/ Bahia Notícias

Antes que os rubro-negros reajam, o texto fala de política. Pois bem. O atual vice-governador João Leão (PP) deu sinais claro de que deseja permanecer no posto. O indicativo já era esperado, porém nesta quinta-feira (12) o deputado federal e filho Cacá Leão confirmou que o presidente do PP na Bahia não planeja trocar de posto e deve ficar como vice na tentativa de reeleição de Rui Costa (PT). A decisão, ainda que não tenha o martelo batido, desenha de maneira mais clara como deve ficar a chapa do petista para as eleições de outubro. Restaram duas vagas com ao menos três fortes nomes postulando o Senado: Jaques Wagner (PT), Angelo Coronel (PSD) e Lídice da Mata (PSB).

A disputa pela câmara alta vai se alongar e, até uma costura mais clara, não dá para saber exatamente qual a estratégia a ser adotada por Rui – sem levar em consideração o aspecto reservado do governador que impede que a imprensa conheça as movimentações de maneira menos turva. A desistência de ACM Neto (DEM) de concorrer ao governo foi apenas uma “cereja do bolo” para que o grupo de Rui consiga alinhavar melhor as alianças para o pleito de 2018. Se do lado do petista já há algum tipo de encaminhamento mais claro, o mesmo não se pode dizer da oposição. Os dois nomes com maior envergadura política, José Ronaldo (DEM) e João Gualberto (PSDB), procuram, ansiosamente, por outros nomes para compor a chapa – o tucano Jutahy Magalhães Jr. deve acabar herdando uma vaga ao Senado com facilidade diante das parcas opções disponíveis. A corrida anda tão célere que até mesmo o presidente da Câmara de Salvador, Leo Prates (DEM), surgiu como um nome para fazer dobradinha com o ex-prefeito de Feira de Santana.

É como se o peso de uma chapa “puro-sangue” fosse completamente ignorado em nome da tentativa de colar a imagem de José Ronaldo a de alguém próximo do prefeito ACM Neto. Enquanto o DEM se movimenta nesse sentido, o PSDB insiste na tese de Gualberto na cabeça de chapa e Jutahy para o Senado. Caso não se unam, DEM e PSDB terão que intensificar a “caça” para chegar a algum lugar menos vexatório na corrida eleitoral. Por enquanto, os nomes postos são apenas três, com quatro vagas disponíveis.

E, pelo comportamento público, nenhum deles quer ser candidato a vice-governador. Apesar da expectativa de polarização mínima entre esses dois segmentos políticos, os outros partidos que buscarem o pleito também não divulgaram possíveis nomes para as vices. E olha que, nos últimos tempos, ser o segundo no comando pode ter um destino diferente. Vide onde Michel Temer chegou.

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