quinta-feira ,23 novembro 2017
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Especialista avalia que ideia de ‘pouco risco de morte’ leva a menor preocupação com DSTs

Foto: Divulgação

A ampla divulgação de que existe um tratamento eficaz para controle da Aids dá às pessoas, principalmente aos jovens, a falsa sensação de proteção, o que faz com que elas não se protejam corretamente das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). A afirmação é da infectologista do Comitê de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Tânia Vergara. “A cura da aids não é uma realidade ainda. E se não se trata corretamente essa doença, que tem um potencial alto de mortalidade, ela vai ocorrer.

O desenvolvimento natural da doença sem controle é para a morte”, disse à Agência Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2007 a junho de 2016 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil. A maioria (52,3%) dos casos ocorre em pessoas na faixa etária de 20 a 34 anos. Nos últimos cinco anos, o Brasil tem registrado uma média anual de 41,1 mil casos de Aids. A infectologista da SBI acrescentou que, embora os tratamentos sejam eficazes, a pessoa infectada fica dependente do uso diário de medicação. “É uma falsa noção de que se tratar ele vai ficar bem”. A profissional ressaltou que a única forma segura e eficaz de se prevenir contra as DSTs é com o uso da camisinha.

Tânia pontuou ainda que as pessoas lembram da aids, mas se esquecem de outras doenças como sífilis e hepatites virais. No período de 2010 a junho de 2016 foram notificados no Sinan 227.663 casos de sífilis adquirida. Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 32,7% nos registros da doença. Em 2015, o número total de casos notificados de sífilis adquirida no Brasil foi de 65.878. Naquele ano, observou-se que 55,6% desses casos eram da faixa etária de 20 a 39 anos. No caso das hepatites virais, de 1999 a 2015, foram notificados no Sinan 514.678 casos confirmados no Brasil. Destes, 161.605 (31,4%) são referentes à hepatite A; 196.701 (38,2%) de hepatite B; 152.712 (29,7%) de hepatite C; e 3.660 (0,7%) de hepatite D.(Bahia Notícias)

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