segunda-feira ,26 agosto 2019
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Esperar chapa de Rui para apresentar nomes na disputa é aposta arriscada da oposição

Foto: Reprodução/ Agência JPires

“Escolhemos esperar”. Não, essa fala não é de um grupo de jovens que preferiu falar sobre sexo apenas após o casamento. É a decisão do principal vetor de oposição à tentativa de reeleição do governador Rui Costa (PT) sobre qual o momento ideal para anunciar a chapa que vai concorrer em 2018. O pré-candidato ao Senado do grupo, Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), foi quem confirmou publicamente que os nomes dos demais integrantes da chapa de José Ronaldo (DEM) virão a público após o anúncio oficial de Rui. Qual o objetivo? Entender exatamente quem será o último integrante da chapa do petista, que já tem o vice-governador João Leão (PP) e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), como pré-candidatos.

Na disputa pela vaga de candidato ao Senado estão Angelo Coronel (PSD), considerado franco-favorito, e a senadora Lídice da Mata (PSB). A oposição a Rui quer aproveitar exatamente uma eventual falta de representatividade no grupo do adversário. Caso Lídice fique de fora, uma figura feminina ao lado de José Ronaldo abriria uma frente de debate para a campanha. Nesse caso, com Coronel escolhido, os adversários de Rui ainda criariam um outro ângulo para atacar o petista: a ausência de um candidato negro na majoritária. Como apenas José Ronaldo e Jutahy foram oficialmente apresentados como pré-candidatos, há espaço para incluir uma mulher e um negro, jogando para Rui a responsabilidade de não contemplar os dois segmentos. Por isso os nomes de Irmão Lazaro (PSC) e Ireuda Silva (PRB) são os mais citados pelo grupo: se encaixam exatamente no perfil inexplorado na chapa “O Segundo Sol”, como tem sido chamada em tom de chacota a chapa de Rui – a novela das 21h da Rede Globo foi alvo de críticas justamente pela sub-representação de personagens negros.

Apesar de ser uma estratégia interessante da oposição, o adiamento da divulgação da chapa traz como consequência o menor tempo para fazer efetivamente a campanha acontecer. Com nomes menos conhecidos e sem máquinas administrativas sob o próprio comando, é mais difícil angariar votos sem correr a Bahia. Mesmo que haja a campanha em rádio e televisão a partir de agosto, enfrentar um governo bem avaliado e com nomes com muito mais exposição é uma variável que deve ser levada em consideração antes de segurar demais a apresentação da chapa. Em um contexto com uma série de “tiros no escuro”, esperar muito pode ser um risco ainda maior para quem está atrás na corrida.(BN)

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