quinta-feira ,18 outubro 2018
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Ibitiara: Entenda a história do fechamento do hospital da cidade

Essa semana a cidade de Ibitiara ficou agitada com a noticia do possível fechamento do único hospital, que atende a toda a região. Um hospital de primeiro atendimento com vários serviços de pequenas e média complexidade. Serviços de primeiros socorros, internação, laboratório, exames de endoscopia, ultrassonagrafia, raio X, consultas várias e cirurgias de pequena e média complexidade.

Hospital de Ibitiara

Segundo o padre Nicivaldo Evangelista, pároco da cidade e também responsável pelo hospital, “o hospital foi criado pelo Padre Aldo, há 24 anos atrás. Toda a sua estrutura foi providenciada pela Igreja e com a ajuda também da população local. Para a manutenção, entretanto, foi firmado um convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde), que o mantém desde sua fundação”.

O padre conta que “a justificativa do fechamento é que foi feito um reajuste de 50% da PPI (Pactuação Programada Integrada), esse recurso vem da união. O governo do Estado faz o repasse, porém, retirou uma parte para manter o hospital regional de Seabra”.

A Secretaria de Estado de Saúde da Bahia (Sesab) afirmou que “com a abertura do Hospital Regional da Chapada em dezembro de 2017, com 101 leitos e serviços de média e alta complexidade, não haveria justificativa técnica para alocar recursos em hospitais filantrópicos, como em Ibitiara, sendo que o Estado possui uma unidade recém-inaugurada’’.

Porém em conversa com a diretoria do hospital, o repasse é baixo, já que com a quantidade de internamentos reduzidos não é possível atender a todos, além de a distância entre as cidades de 77km, pouco mais de 1h de viagem.

Em nota o padre expôe “Nosso quadro de funcionários opera no mínimo para a demanda existente. Imagine agora funcionar com metade do recurso”, um dos enfermeiros, Eunaldo Dias, desabafa quando deixa claro quando concorda com o dito pela diretoria, “Uma das grandes dificuldades é sempre a redução do repasse do governo, ou seja, corte das AIHS (autorização de internação hospitalar), por ser uma instituição filantrópica sem fins lucrativos, onde a maior parte dos recursos vêem do convênio com o governo do estado para atendimento do SUS. Já trabalhamos na Instituição com o mínimo de recursos de materiais e humanos”.

“Fechando o hospital, a população sofrerá muito, porque os hospitais maiores já estão abarrotados. Como consequência, muitos morrerão por causa da falta de atendimento, e sobretudo, pela distância. 90% dos problemas de saúde do povo é resolvido aqui no Hospital. Os acidentes que são comuns e constantes na BR 242, do garimpo em Novo Horizonte e nos finais de semana, porque muitos jovens se embriagam, todos acorrem ao nosso hospital. Tantos outros casos de emergência, infartos, queda de pressão, alta de pressão, partos e tantos tipos de emergência são atendidos aqui. E a vida de uma pessoa depende em sua absoluta maioria do tempo em que é socorrida. Nesse sentido o MELHOR hospital não é o mais caro ou mais rico, mas o mais perto para que seja feita a estabilização clínica” finaliza o padre, com uma notória tristeza no olhar.

 

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