sexta-feira ,20 outubro 2017
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Itaberaba terá uma Unidade da Ronda Maria da Penha

Foto: Reprodução.

Um simpósio discutiu, nesta quarta-feira (13), no auditório da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Campus XIII, a violência contra a mulher.

O evento, realizado pela Prefeitura de Itaberaba, através da Secretaria Municipal de Ação Social e Cidadania (SMASC), em parceria com o 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), anunciou ainda a vinda de uma unidade da Ronda Maria da Penha (RMP) para nossa cidade.

O encontro contou com uma palestra muito elucidativa, ministrada pela Capitã PM Ana Paula Costa de Queiroz, subcomandante da RMP, um projeto da Polícia Militar da Bahia (PMBA) que busca oferecer proteção às mulheres vítimas de agressão física e psicológica.

Participaram do Evento de Abertura autoridades civis e militares. A mesa de abertura dos trabalhos foi composta pela vice-prefeita de Itaberaba, Maria José Novais, a secretária de Ação Social e Cidadania, Suzana Matias, José Antônio Sampaio, presidente da Câmara de Vereadores.

Também participaram da mesa o Major PM Marcos Índio, representando o Comando de Policiamento Regional da Chapada Diamantina (CPR-Ch), o Tenente Coronel PM Francisco Luiz da Fonseca Issa, comandante do 11º BPM, e seu subcomandante, o Major PM Jailson Amâncio.

O Tenente Coronel PM Issa foi o primeiro a falar e, em seu discurso, destacou a importância do debate sobre tema violência contra as mulheres, pontuando o pioneirismo da PMBA “na criação de uma unidade especializada na proteção das mulheres vítimas de violência”, disse o comandante.

O 11º BPM está trazendo para a nossa cidade uma unidade da RMP, disse ainda o Coronel Issa. “Para mim, é um motivo de satisfação muito grande, está dando o ponta pé inicial aqui em Itaberaba. A nossa Unidade não podia ficar para trás. Nossa equipe não podia deixar de trabalhar para trazer esta nova Unidade da Polícia Militar para Itaberaba”, concluiu o Coronel.

Para o presidente da Câmara, José Antônio Sampaio, a PMBA está de parabéns pelo seu pioneirismo na proteção das mulheres. Neste sentido, destacou que “o poder público, em Itaberaba, não medirá esforços para ser parceiro da Polícia Militar, e outras instituições ou entidade que visem o combate a esta violência doméstica, covarde, contra a mulher”, pontuou Sampaio.

Segundo ele, os esforços serão conjugados para o fortalecimento da causa e “a Câmara Municipal, em especial, estará à disposição e, com certeza, em parceria com o chefe do executivo, o prefeito Ricardo Mascarenhas, para empreender todos os esforços necessários para que a Ronda Maria da Penha se concretize em Itaberaba”, finalizou o presidente.

A secretária Suzana Matias destacou, em sua fala, o compromisso do Governo Cidade de Todos no combate à violência contra a mulher e com a defesa de seus direitos. “Tanto eu, quanto o prefeito Ricardo e toda a nossa equipe, a gente abraça estes projetos novos em nossa cidade, porque a gente entende a necessidade de assumir este compromisso”, disse a secretária.

Ela pontuou ainda que os dados estatísticos são alarmantes. Em sua opinião, os números mostram a necessidade urgente de se combater o os gera. “A gente vê que existe a demanda e o poder público não pode fechar os olhos para isso. A gente precisa agir, e reagir, porque a Lei Maria da Penha é muito importante, assim como a ação de todos, do governo, da polícia e da sociedade para fazer com que esta Lei se efetive na vida de todas as mulheres vítimas de violência”, analisou Suzana.

A vice-prefeita, Maria José Novais, reafirmou o compromisso da gestão com a causa, reforçando que, a responsabilidade com o combate à violência contra a mulher, é de todos, é diária e constante. “A gente ainda está longe de alcançar aquilo que a gente acredita, mas não podemos desistir. E nós estamos mostrando, hoje, aqui, que vamos continuar lutando”, disse Maria.

Ela observou que a vinda da RMP para nossa cidade poderá significar o fim do sofrimento para muitas mulheres. “As nossas mulheres violentadas, hoje, elas precisam tem um ‘Batalhão’ como esse, para que possa abraçá-las. Porque na maioria das vezes, a gente sabe, o que falta ainda é esse afeto no acolhimento”, analisou a vice-prefeita.

Descontração para tratar de um assunto difícil

Em sua palestra, a Capitã PM Ana Paula Costa de Queiroz, subcomandante da RMP, buscou, com muito êxito, envolver toda a plateia no debate de tema. Em sua explanação, ela demonstrou que a violência contra mulher faz parte de uma construção narrativa que atua no nível da cultura, naturalizando comportamentos e criando estereótipos que colocam a mulher em lugar subalterno.

Para ela, encontros, como o realizado aqui em Itaberaba, são importantes “porque eles levam o conhecimento para a população. Então, quando a gente sabe, a gente tem a possibilidade de modificar as nossas atitudes, as nossa ações e transformar, de forma significativa, o espaço em que a gente vive”, disse a Capitã.

Em sua análise, ela observa, ainda, que a mesma narrativa que “legitima” o comportamento agressor, também determina o comportamento da vítima que, muitas vezes, não percebe o abuso e sofre suas consequências. “A gente tem uma dificuldade porque esses processos foram tão naturalizados e interiorizados por nós que muitas vezes assistimos e vivemos situações de violência e não conseguimos identificar”, analisou a subcomandante.

Neste sentido, ela reitera, que “neste espaço, com estas discussões, a gente pode, enfim, perceber que existem (as situações de violência) e que estão mais pertos de nós do que imaginamos. Essa transformação ela é necessária e nós não vamos mudar isso da noite para o dia”, ponderou.

Por isso, ele continua, “temos que começar a falar sobre o assunto para deixar o legado para as próximas gerações de mudança de atitude e perspectiva, de fortalecimento do respeito e dos vínculos entre pessoas. Essa semente tem que ser plantada. (Chapada Notícias)

 

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