sexta-feira ,19 janeiro 2018
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Mãe perde bebê e loja de móveis desmonta o quarto e devolve dinheiro gasto

Foto: Renata Marino Senise / Arquivo pessoal

Cinco meses depois de perder a filha Isabella, a empresária Renata Marino Senise, de 33 anos, teve que reunir forças para guardar os pertences do quarto da menina, que morreu 10 dias depois de ter nascido, mas não sabia o que fazer com os móveis que faziam parte do quarto da filha.

A arquiteta que fez o local ficou sabendo da história e entrou em contato com a loja na qual a mobília foi comprada, que deu a Renata a opção de devolver o valor integral ou desmontá-los gratuitamente, guardando-os caso ela quisesse utilizá-los no futuro.

“Quando falei com a loja, a pessoa que me atendeu disse: ‘Nós vendemos mais que móveis, vendemos sonhos. Se o seu não foi do jeito que queria, não faz sentido você ficar com esses móveis. Nossos móveis não podem te dar tristeza'”, disse Renata ao site da revista Veja. “Não esperava esse retorno de jeito nenhum, faziam mais de seis meses que eu havia comprado. É um carinho, você se sente abraçada”, completou a empresária, que decidiu pelo estorno do dinheiro.

Isabella nasceu em maio de parto normal, na 38ª semana de gravidez. No entanto, quando mãe e filha estavam prontas para ter alta no hospital, elas tiveram uma febre e continuaram internadas, e a bebê não resistiu. “Depois descobrimos que estávamos com herpes tipo 1, a que todo mundo tem, mas que quando acontece pela primeira vez causa infecção”, contou Renata.

“Esperei um tempo pra desmontar o quarto porque era muito difícil, era como reafirmar a morte dela. Aquele quarto era uma representação dela, mas foi perdendo o sentido. Com terapia, fui aceitando que a Bella não estava mais aqui, que era só um quarto vazio, empacotei tudo, mas não mexi nos móveis porque fiquei com medo de desmontar sozinha”, afirmou a mãe de Isabella. Mesmo com a perda, Renata planeja ser mãe novamente.

A Ameise Design, loja procurada pela arquiteta e responsável pela devolução dos valores, informou que não mantém um protocolo padrão sobre a devolução dos itens. “Nós fizemos o que achamos que seria certo e sensível para ajudar neste momento”, conta o gerente da empresa, Diego Verri.(BN)


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