domingo ,20 outubro 2019
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Para presidentes de siglas, Bolsonaro estimula Carlos a atacar Mourão e desfecho da crise é imprevisível

Um governo autofágico A constatação de que o tiroteio sobre o vice Hamilton Mourão não vai cessar preocupa dirigentes de siglas que tentam se aproximar do Planalto. Comandantes desses partidos dizem já não ter dúvidas de que os ataques de Carlos são não só avalizados como estimulados por Jair Bolsonaro. Eles avaliam que o presidente embarcou em teoria conspiratória e dá, em privado, razão à ofensiva protagonizada pelo filho. O desfecho da nova crise produzida pelo governo, afirmam, é imprevisível.

Queimou o filme A guerra aberta contra o vice reacendeu críticas de dirigentes políticos ao presidente. Bolsonaro voltou a ser chamado de “despreparado”, e a esse adjetivo somaram-se outros, como “inconsequente”.

Disputa intestina Funcionários relatam que o Ministério da Educação, comandado por Abraham Weintraub, proibiu o acesso de servidores externos ao restaurante que fica no bloco L da Esplanada. O público era composto na maioria por militares que ocupam os prédios vizinhos.

Terra de cego Depois de informar que deixaria o cargo de vice-líder do governo na Câmara, o deputado Capitão Augusto (PR-SP) foi procurado por integrantes da Casa Civil que queriam entender a decisão. Ele criticou a articulação do Planalto e voltou a pregar a troca do time que faz o meio de campo no Congresso.

Terra de cego 2 “[A votação da Previdência na CCJ] foi uma derrota. Você abriu mão [de pontos da proposta] em uma votação de admissibilidade. Não é possível que o governo ache que é uma vitória”, diz Augusto. “Já deixou parte do projeto ali. Imagina o quanto vai sangrar.”

Registro histórico “Cuidado, senhor presidente, que ele vai agredi-lo! Abaixe o dedo, Papai Smurf! Chame um médico! Chame um médico para o deputado Ivan Valente! (PSOL-SP)”, disse um deputado não identificado. “Puxa vida! Está na favela, é? É baixaria mesmo!”, completou Pastor Eurico (Patriota-PE)”.

Registro histórico 2 Os diálogos acima, e outros como “chame um médico para a Maria do Rosário (PT-RS), que ela está abalada”, estão registrados nas notas taquigráficas da Câmara sobre a votação da reforma na CCJ, na terça (23).

 

 

Fonte:  Folha de São Paulo 

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