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Para psicólogo, diálogo aberto é fundamental para evitar riscos no ambiente virtual

Para Psicólogo tem que haver diálogo aberto/Foto: Reprodução Correio

Para o psicólogo e diretor de Educação da organização Safernet Brasil, Rodrigo Nejm, o diálogo aberto entre pais e filhos é a principal medida preventiva para evitar que crianças e adolescentes corram algum tipo de risco no ambiente virtual. Recentemente, o caso do ‘game’ Baleia Azul vem chamando a atenção.

Nejm esclarece que os pais precisam ter consciência que a internet é a maior praça pública do mundo e que é possível encontrar pessoas de todos os tipos: “Só no Facebook temos mais de 1 bilhão de usuários e, infelizmente, existem muitas pessoas que não estão bem intencionadas”.

Ele diz ainda que os pais precisam, desde muito cedo, criar o hábito de navegar na internet junto com os seus filhos e criar regras de usos para esses dispositivos ligados à rede: “Os pais não devem tratar um tablet, computador ou smartphone como se fosse um brinquedo qualquer, diante da interação que esses dispositivos proporcionam”.

Nejm reforça que a proibição não é uma medida eficaz para controlar o acesso dos filhos a determinados conteúdos. “Proibir o acesso à internet, confiscar celular e monitorar o uso de aplicativos através de programas ‘espiões’ são medidas pouco educativas e fadadas ao fracasso. Elas não previnem os riscos e comprometem o vínculo de confiança”, diz publicação da Safernet.

Ainda de acordo com o especialista, o cuidado que os pais devem ter ao monitorar o acesso dos filhos à internet é mesmo para lidar com outras áreas da formação das crianças. “Pais e professores têm que educar as crianças para que elas tenham capacidade crítica em qualquer ambiente, inclusive na web”, diz.

O psicólogo e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) Anderson Fontes alerta que é preciso observar os sinais. “Esses jovens normalmente já apresentam sinais, já têm ideias suicidas, baixa autoestima, sinais de depressão, e estão nesses jogos como ‘Baleia Azul’ e encontram o que faltava. Esse jogo vai captar quem já tem fragilidade. A família deve participar da vida dos adolescentes porque nesses jogos eles enxergam o alicerce que falta”. (Correio)

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