quinta-feira ,16 agosto 2018
Página Inicial / Política / #Polêmica: PGR pede ao STF para derrubar impressão de votos nas urnas eletrônicas

#Polêmica: PGR pede ao STF para derrubar impressão de votos nas urnas eletrônicas

Para a procuradora Raquel Dodge, a impressão do voto ofende o princípio constitucional do sigilo do voto | FOTO: Divulgação |

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou nesta segunda (5) com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a obrigatoriedade do voto impresso em parte das urnas eletrônicas nas eleições de outubro. Para a procuradora, a impressão do voto ofende o princípio constitucional do sigilo do voto. Nas eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve usar em torno de 30 mil urnas com impressora.

A impressão foi aprovada no Congresso em 2016 e prevê a continuidade da votação por meio da urna eletrônica, mas com a impressão de um boletim dos votos computados, que serão colocados em uma urna física lacrada, para que possam ser auditados. O comprovante não será dado ao eleitor. O custo total de implantação das impressoras em todas as urnas do país é de R$ 1,8 bilhão. Ao defender a derrubada do voto impresso, Raquel Dodge também argumenta que a medida trará transtornos ao eleitor.

“As inúmeras intercorrências possíveis com a reintrodução do voto impresso e a consequente quebra do sigilo constitucional do voto colocam em risco a confiabilidade do sistema eleitoral e a segurança jurídica. A implementação da mudança potencializará falhas, causará transtornos ao eleitorado, aumentará a possibilidade de fraudes, prejudicará a celeridade do processo eleitoral. Elevará, ainda, as urnas em que a votação terá que ser exclusivamente manual”, afirma Dodge.

Declarou suspeito
O ministro do STF Luiz Fux se declarou suspeito para julgar a ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República para derrubar a obrigatoriedade do voto impresso em parte das urnas eletrônicas nas eleições de outubro. Com a decisão, a ação deverá ser redistribuída para outro integrante da máxima corte. Na decisão, Fux alegou motivo de “foro íntimo”, conforme determina o Código de Processo Civil, e declarou que tem interesse na causa como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro toma posse no cargo nesta terça (6). Da Agência Brasil.

Sobre Redação

Você pode Gostar de:

Eleições2018: Paraná pesquisas aponta Lula na liderança; Bolsonaro na frente em cenário sem o petista

Novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra o quadro de preferências do eleitorado estagnado, sem …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *