sábado ,18 novembro 2017
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Roubo a agências bancárias na Bahia cai 38,1%, diz SSP-BA

Foto: Divulgação

Mesmo com a redução, o medo dos assaltos permanece e atinge não só os moradores, mas também os funcionários dos bancos.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) divulgou que, em comparação com o ano passado, no período de 1° de janeiro a 26 de março, houve uma queda de 38,1% nos roubos a bancos.

Na Bahia, o combate a essas ações é realizado por três diferentes órgãos: a Força-Tarefa, criada em 2011 pela SSP-BA; o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco); e pelas unidades especializadas da Polícia Militar (PM-BA), presentes em todas as cidades do estado.

“De 2011 até o final do ano passado, capturamos aproximadamente 800 pessoas: 171 criminosos foram mortos em confronto e 544 armas apreendidas, resultando na desarticulação de 98 quadrilhas especializadas em roubos contra instituições financeiras. Estamos fazendo nossa parte, trabalhando integrado e isso fica refletido nos números”, esclareceu o diretor do Draco, o delegado Marcelo Sansão.

Mesmo com a redução, o medo dos assaltos permanece e atinge não só os  moradores, mas também os funcionários dos bancos, que muitas vezes acabam sendo reféns dos assaltantes. No ano passado, o tesoureiro de uma agência do banco Santander, em Barreiras, no Oeste da Bahia, foi feito refém pelos assaltantes e ainda teve explosivos presos ao corpo. A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb-BA/SE) alega que o reforço na segurança dos colaboradores tem sido uma reivindicação constante.

 “Com tantos assaltos acontecendo, os trabalhadores ficam em constante estado de medo. É necessário não só a prevenção, como também um tratamento adequado ao funcionário depois do ocorrido. Muitos desenvolvem traumas e síndrome do pânico. Eles precisam de afastamento e acompanhamento psicológico, e isso nem sempre acontece”, declarou Manuel Souza, presidente da Federação.

Ainda segundo Manuel, depois que as agências são assaltadas, os funcionários não são demitidos, apenas redirecionados para outras agências da mesma região. No entanto, às vezes, o processo de transferência é demorado, e o trabalhador só volta a receber salário quando ingressa no novo local.

Movimento no comércio local cai pela metade
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL) estima que as cidades sem banco sofram uma queda de 50% no varejo. Paulo Mota, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio da Bahia (Sindilojas), afirma que o impacto no setor econômico dessas cidades é muito grave.

“O comércio local sofre um recesso grande, porque existe um grande desvio no depósito de recursos. O dinheiro que deveria circular no município é redirecionado para as cidades próximas que possuem bancos funcionando normalmente”, explicou Paulo Mota.

Os moradores dessas cidades também alegam que a falta dos bancos tem prejudicado o comércio local. O que acaba acontecendo é que, quando as pessoas viajam para sacar o dinheiro, elas terminam gastando lá mesmo,  em outras cidades. Nessas situações, o comércio local acaba ficando de lado.(Correio)

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