quarta-feira ,22 maio 2019
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Seabra: Assistente Social fala sobre violência doméstica na cidade

O programa “Resumo da Manhã” da Rádio Nova FM de Seabra recebeu na última sexta feira (3), a Assistente Social Edcione Paula para falar sobre violência doméstica, ou familiar contra a mulher e seus dependentes. A entrevista foi conduzida pelo Âncora do Programa; Nerisvaldo Sobrinho, onde iniciou indagado sobre o que é o CREAS, órgão que a assistente social Edcione Paula é lotada no município de Seabra.

Paula colocou que o CREAS é: “o centro de referência especializado de assistência social, vinculado à Secretaria de assistência social do município que atende famílias e indivíduos em situação de risco pessoal, ou social e que vivenciam situações de violação de direitos”.  Ela fez questão de elucidar que o CREAS e o CRAS são órgãos que se aproximam, porém tratam de plataformas diferente.

Ao ser perguntada sobre quais são os tipos de serviço que é prestado pelo CREAS ela disse que: “é um órgão que trabalha em parceria com o Concelho Tutelar, dando suporte nas questões que envolve violência contra as crianças e adolescentes, e contra os idosos, sobretudo no combate a violência patrimonial cometida contra os anciões”. Assistente social, esclareceu também durante a entrevista que a violência, domestica, ou familiar, é devido essa violência não ser necessariamente cometida só pelo cônjuge, ela também pode ser causada entre outros familiares.

O Âncora do programa perguntou exatamente o que seria a violência doméstica?  Paula explicou dizendo que “É um abuso físico ou psicológico de um membro de um núcleo familiar em relação a outro, com o objetivo de manter poder ou controle. Esse abuso pode acontecer por meio de ações ou de omissões”.

A entrevistada disse que: “maioria das vítimas desses crime são mulheres”. Paulo fez questão de pontuar que a violência não acontece só de forma física, mas também verbal por alguns homens quando ofendem ou xinga, a sua companheira, bem como ela esclareceu também nesse contexto de violência o que seria a violência patrimonial, que é qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, bens ou valores financeiros.

Nesse sentido, Paula evidenciou o que seria a violência sexual dentro de um casamento que é qualquer ato sexual ou tentativa de obtenção de ato sexual por violência ou coerção, comentários ou investidas sexuais indesejados, ou seja, sem o consentimento da mulher.

O mediador da entrevista, Nerisvaldo Sobrinho, aproveitou o momento e perguntou a entrevistada como andava a situação de Seabra em relação a violência doméstica contra a mulher, Paula relatou que: “Quando fala em Feminicídio, estamos falando em dados estatísticos, ou seja, já aconteceu o crime.

Assim, continuou dizendo que o ideal “é que a mulher busque soluções para o enfrentamento dessa situação antes que ela vire um dado estatístico” Em Seabra referente ao crime de feminicidio, não temos um grande número. No entanto, em 2017 conforme levantamento feito na delegacia tivemos 72 registros de ocorrências envolvendo violência contra a mulher. Em 2018 tivemos uma número de registros menor, porém por falta de registro e de informações as mulheres terminam sendo coagidas a não denunciarem.

O Âncora perguntou qual a maior dificuldade das mulheres em fazer a denúncia contra os agressores? A assistente social, colocou que é a falta de proteção as vítimas, por isso que o CREAS trabalha em parceria com a polícia, com o Ministério Público com o judiciário e outros órgãos que possa garantir proteção a vítima.

Nesse contexto de proteção o âncora do programa perguntou também sobre a importância da lei Maria da Penha e sobre as medidas protetivas?  Edcione Paula, respondeu dizendo que: “A Lei nº 11.340/2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, entrou em vigor em 2006, dando ao país salto significativo no combate à violência contra a mulher. Sendo uma das formas de coibir a violência e proteger a vítima asseguradas pela norma é a garantia das chamadas medidas protetivas”

A assistente social Edcione Paula concluiu dizendo que “precisamos levar informação a essas mulheres que são agredidas, como fora delas não se sentirem sozinhas na sociedade”.

 

Fonte: Direto da Redação

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