terça-feira ,17 setembro 2019
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Seabra: Major Denice Santiago, responsável pela Ronda Maria da Penha na capital, fará debate na cidade sobre combate a violência contra a mulher

O programa “Resumo da manhã” que vai ao ar pela Rádio Nova Web FM de Seabra, recebeu na última sexta feira dia (14), a major Denice Santiago, para falar sobre violência contra a mulher, e sobre o projeto da  Ronda Maria da Penha que há três anos, ela está à frente acompanhando na capital baiana e, em mais quatorze cidades do interior do Estado, embora ainda não tenha a Ronda na região da Chapada diamantina.

O âncora do programa Nerisvaldo Sobrinho, iniciou perguntando como surgiu o projeto “Ronda Maria da Penha” e sua importância nesse contexto de combate a violência doméstica?  A major respondeu que:

“A Ronda foi uma grande doação do Governador da Bahia, Rui Costa, visto que a Ronda empatar com hospital da Mulher do Estado em termos de significados e representação para todas as mulheres. A Ronda é um ganho porque vai trazer por meio da política pública de segurança uma ação de enfrentamento a violência doméstica e familiar contra a mulher. Esse crime, é um crime complexo, porque por muitos anos a sociedade autorizou, e permitiu que acontecessem de maneira “velada”.  Então, a Policia Militar da Bahia a partir de Março de 2015 cria a Ronda Maria da Penha para proteger as mulheres e garantir os seus direitos, e quando preciso por meio de medidas protetivas, ou seja, são mulheres que conseguem romper esse círculo cultural de violação de direitos”.

Ao longo da entrevista a major Denice colocou que o crime contra as mulheres é um crime cultural ´por conta de todo um processo histórico. O comentarista político do programa o prof. Rodriggo Santana, perguntou a major: “Qual o perfil dessas mulheres que sofrem violência? qual o endereço dessas mulheres? qual a cor e a classe social dessas mulheres de modo geral?  Denice, a major argumentando que:

“Essa violência pode acontecer tanto mulheres que moram nos bairros mais caros de Salvador como mulheres que não têm nem onde morar. Tem a ver com a cultura, com o machismo mesmo, com esse condicionamento que o ambiente deu a todas nós, de submissão, de pertencimento, de que precisamos de uma figura masculina. Os contos de fadas estão aí para nos dizer isso todos os dias. Imagine que todos os meus vizinhos sabem que sou policial, um símbolo de força, de poder, de lei, e que sou vítima de violência doméstica. Como é que saio de casa? Como conto para as minhas colegas, para o meu comandante, que não faço nada para evitar isso?  Então essas mulheres sofrem muito mais”.

Ao final da entrevista, a major Denice Santiago deixou como mensagem para as mulheres que passam por qualquer tipo de violência, domestica ou familiar, que tenha coragem de denunciar, e procurar os seus direitos, que são assegurados, não só na lei Maria da Penha, bem como em outros dispositivos jurídicos da lei.

É importante destacar que o motivo principal da visita da major ao programa “Resumo da Manhã” e, a cidade de Seabra, localizada na Chapada Diamantina, foi devido ao convite que a militância feminina do Partido dos Trabalhadores (PT) de Seabra, fez a major para está na Câmara Municipal da cidade no sábado (15), discutindo e refletindo, sobre a Ronda Maria da Penha, e sobre violência doméstica contra a mulher.

 

 

 

 

Fonte: Direto da Redação 

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Um comentário

  1. Por: Prof. Rodriggo Santana

    O enfrentamento a violência contra a mulher é necessário principalmente reconhecendo o “machismo” que ainda impera na nossa sociedade exercendo um papel determinante na violência de gênero. Por isso, precisamos falar de machismo, misoginia e violência contra a mulher nas escolas e em todos os espaços de formação humana.

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