quinta-feira ,15 novembro 2018
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SEABRA: Tudo indica que teremos grande avanço na coleta do lixo da cidade. Confira a entrevista que responsável técnico da empresa concedeu a Nerisvaldo Sobrinho

Hoje (10), a coluna PAPO COM O GAROTINHO, traz a entrevista feita com o responsável técnico, da empresa MRC Ambiental, Alexandre Medeiros, no programa Resumo da Manhã da Rádio Nova FM (99.7).

Nerisvaldo Sobrinho, recebeu o técnico, após denúncias nas redes sociais, de que a cidade estava sem coleta de lixo, e os resíduos produzidos nas residências estavam se acumulando em suas portas, pois o caminhão não passava ou estava passando muito tarde.

O responsável técnico trouxe informações importantes para a comunidade, de como irá funcionar a coleta de lixo no centro e nos bairros da cidade. Na entrevista, o Técnico informa que a empresa irá disponibilizar o horário em que o caminhão (coletor) irá entrar em cada rua. Assim o morador poderá deixar o lixo no horário que o mesmo irá passar. Vale a pena conferir.

Leia a baixo a entrevista:

Nerisvaldo: Como funcionou o processo licitatório?

Alexandre: Eu posso responder por todas as questões referentes, à operacionalização do serviço e limpeza pública. Sou engenheiro de formação, especialista na área de gestão ambiental, e posso responder especificamente por estas questões. Posso falar superficialmente da questão, por que não tenho conhecimento profundo de como se deu o processo.

Nerisvaldo: Mas é certo, que você entende mais do que eu, então vamos tentar entendo isso.

Alexandre: Verdade. Somos funcionário do setor, onde somos especialistas, vencemos com o menor preço. E por conta do processo licitatório, houveram algumas impugnações, o município também acatou algumas impugnações, e por conta do processo demorado de assinatura de contrato, nós efetivamente iniciamos nossos serviços aqui no município, no dia 2 de janeiro. Então, do dia 2 para cá é o que a gente pode responder referente à operacionalização do serviço, uma atuação da eminência ambiental no município de Seabra.

Nerisvaldo: Aí você me pergunta, porque você indagou sobre a licitação? Pra gente entender o que aconteceu no dia 2, temos que entender o processo da licitação. Afinal, foi uma confusão judicial durante esse período.

A empresa não mandou uma equipe visitar a cidade de Seabra para tentar fazer uma análise de como funciona a logística da coleta? Por que tanta confusão no dia 2? Não era interessante a empresa, ter vindo 20, 15 dias antes para fazer esses estudos?

Alexandre: Na verdade é uma pergunta bastante pertinente, nós não viemos com 20, 30 dias, não! Já estamos com os nossos equipamentos aqui, parados e mobilizados no município a mais de 120 dias. Por conta desse processo judicial ter se arrastado durante todo esse tempo, estávamos sim, prontos para fazer essa mobilização, inclusive com garagem alugada no município, com casa alugada. O nosso gerente já estava aqui atuando e fazendo esse levantamento, nós fizemos um plano de varrição, um plano de coleta, para o município de Seabra. Mas nós só tivemos o êxito, a certeza do início dos serviços, na quinta-feira, quase que antevéspera do réveillon. Então, não podíamos nos mobilizar antes.

Nerisvaldo: Uma semana praticamente.

Alexandre: Menos de uma semana, na quinta, na sexta-feira, praticamente feriado no dia 30, dia 31 foi domingo e feriado na segunda-feira (01). Nós efetivamente iniciamos no dia 2. Não tivemos tempo hábil para nos programar de uma forma melhor, por conta dessa demora, desse processo que se arrastou durante quase 120, 130 dias. E efetivamente isso prejudicou o início do serviço. Nós precisávamos da mão-de-obra, mas só podíamos contratar os funcionários efetivamente a partir do dia 2, e no dia 2 já teríamos que atuar, e por conta disso, dos feriados e por conta da grande produção de lixo que houve nesse período.

Nerisvaldo: Grande produção.

Alexandre: Tem uma produção 30% maior em feriados, como o réveillon, Natal, Semana Santa, São João também!você tem um aumento na quantidade bem significativa, de produção de lixo nessas áreas. E por conta dos feriados esse lixo se acumulou, efetivamente nós não temos condições de em apenas um dia ou 24 horas resolver o problema. Resolvemos em 48 horas, na quinta-feira a coisa já estava com quase 99% sanado, nós tivemos alguns pontos de retenção.

Nerisvaldo: Houve a necessidade da contratação de mais veículos?

Alexandre: Temos uma quantidade de veículos bem maior do que a necessidade de contratação do município. Temos hoje no município, três compactadores, pronto para trabalhar, no contrato fala da necessidade de apenas dois. Oferecemos cinco caçambas de 123m, e uma caçamba de 63. A questão é que houve pouco tempo para mobilização, isso prejudicou a operação. Toda a programação teve que ser mudada, por conta de atender essa retenção. Pode observar que hoje, 8 dias depois da implantação do serviço, já temos uma qualidade de serviço bem melhor.

Nerisvaldo: ela é bem visível.

Alexandre: Bem visível! Principalmente, não só na coleta, mas na varrição das vias. Hoje você tem uma varrição de muito mais qualidade do que no passado, e isso é um ascendente, e vai melhorar, e tem a implantação dos serviços congéneres, dos serviços especiais que vão fazer toda essa retirada de terra nas vias, retirar aqueles matinhos que nascem no meio-fio, pintura do meio-fio. Isso vai dar uma qualidade visual muito melhor a Seabra. É claro que hoje é impossível que  em 24 horas, em uma semana ou em 30 dias, já tenha uma melhoria visível de forma bem mais marcante. Eu acho que em 60 dias, nós teremos a cidade de Seabra com qualidade de limpeza num patamar bem melhor, comparada as grandes cidades do Brasil.

Nerisvaldo: Esse sufoco que passamos no final e inicio do ano, podemos passar novamente?

Alexandre: Não teremos isso. Assumimos a cidade com sábado, domingo, segunda e o lixo de terça sem ter sido recolhido, e mais 30% do lixo de produção atípico desse período, e em 24 horas a gente não conseguiria de forma nenhuma resolver o problema. Esse acúmulo não vai mais existir, estamos com caminhões novos de 153 m e temos inclusive reserva, caso um quebre não precisamos parar o serviço (para concertar), colocamos o reserva em atuação na hora, para que a operação não seja prejudicada. Agora uma coisa importante, eu queria aproveitar, a grande audiência do seu programa, e para pedir ajuda da comunidade local. É claro que, por mais que a gente tenha a boa vontade, qualidade de serviço, alguns equipamentos, que a gente tenha funcionários que colaborem com a gente, precisamos do apoio da comunidade. Se a comunidade não colaborar a gente não consegue prestar um bom serviço.  Estamos criando para Seabra um plano de coleta consolidado, e de que forma funciona isso? Vamos ter os horários que o caminhão vai entrar e sair de cada rua. É claro que eu não posso fazer isso em uma semana. Precisamos estabilizar o serviço. Precisamos de 30 dias para construirmos esse plano de coleta para cidade de Seabra. Então, a comunidade vai saber exatamente o horário que o caminhão vai passar na rua dela. Vamos dizer aqui um exemplo, Avenida Getúlio Vargas (nome fictício), o caminhão vai entrar nela às 8:10 da manhã, e sair às 8:20 da manhã, então o morador ira saber que até as 8 horas ela deve colocar o lixo, para que, na parte da tarde ela não faça a colocação do lixo. Evite que animais venham rasgar sacolas, que esse lixo fique ali causando doenças e trazendo incômodo as pessoas, e os transeuntes que ali passa.

Nerisvaldo: Como vai funcionar a varrição? Antigamente era em grupo, um ao encontrando do outro. Como vai funcionar a partir de agora?

Alexandre: Bem o sistema de varrição aqui funcionava como um tipo mutirão. Saia aquele grupo, varria a um determinado local, e ele ia embora. Como é que tá funcionando hoje? Fizemos a medição de toda a cidade, dividimos os trechos de varrição em 1500m cada um, e naquela trecho de 1.500 metros você tem atuação de um funcionário. O funcionário tem obrigação de varrer e 1.500m dia. Em algumas áreas esses trechos podem ser menores, por exemplo, naquela área comercial a produção de lixo e a quantidade de transeuntes é muito maior, então nessas áreas os trechos serão menores, e terão repasse, ou seja, o funcionário vai de um ponto ao outro, e retorna aquele outro ponto, mantendo isso limpo o dia inteiro. Dando um melhor aspecto  aquela via. Em outras áreas, nós temos a varrição de área sem repasse. Nos bairros, vamos ter uma varrição alternada segundas, quartas e sextas, terças, quintas e sábados. Eu queria marcar com você, mas na frente, para que a gente possa fazer aqui nesse programa na Rádio Nova, a divulgação não só do roteiro consolidado de coleta, mas também de varrição.

Nerisvaldo: Os entulhos.

Alexandre: Bom, essa parte de coleta a gente não faz. A Prefeitura não fez a contratação conosco por enquanto desse serviço. Então a prefeitura deve fazer esse serviço.

Nerisvaldo: Pergunta da ouvinte Maria Luzia; Como fica a questão dos antigos trabalhadores com essas contratações?

Alexandre: Bem essa questão a gente não pode responder. Eu só respondo aquelas questões…

Nerisvaldo: Eu sei, fiz apenas uma gentileza…

Alexandre: Muitos… alguns foram reaproveitados, outros devem ser realocados. Mas essa é uma pergunta que deve ser feito ao poder Público.

Nerisvaldo:  Quantos funcionários conta hoje a empresa?

Alexandre: hoje, 53.

Nerisvaldo: Pretende fazer mais?

Alexandre: Sim. De acordo com a ampliação dos serviços, por exemplo, o serviço de roçagem mecanizada, a ampliação dos serviços congéneres, serviços especiais e também a contratação do serviço de coleta de entulho, a gente deve precisar de mais funcionários: operadores, motoristas e garis.

Nerisvaldo: Quando você fala do trabalho de forma mecanizada. Como vai funcionar?

Alexandre: É um serviço que a empresa oferece. Você consegue fazer um serviço de melhor qualidade, principalmente retirando aquela terra que tá lá persistente na sarjeta, e que tem muito tempo ali, fixa.Com a varredeira mecânica, você consegue fazer a retirada desse material de forma bem mais eficiente.

Nerisvaldo: Teria um ponto específico para a varredeira mecânica?

Alexandre: Na áreas de pavimentação asfáltica, ela é perfeita, na pavimentação em paralelo ela também pode atuar, mas ela precisa do auxílio de um varredor para que tire esse material dos cantos. Nas grandes cidades hoje já fazem uso das tecnologias.

Nerisvaldo: Pintura de meio-fio, seria apenas o centro da cidade?

Alexandre: Não! Iniciamos nessa avenida principal, onde tem o Hospital Regional. Iremos descer essa avenida, suspendemos hoje pela manhã por conta da Festa da Padroeira, que será essa semana. Então iremos atuar hoje à noite. Os funcionários já foram realocados para noite. Apenas essa semana iremos fazer todo o percurso da procissão, retirar a terra, fazer a limpeza e a pintura de meio-fio, aí vamos atuar no centro da cidade especificamente, até o fim do processo dessa procissão, festa do Padroeiro, e depois vamos atuar nas Avenidas.

Nerisvaldo: Como vai funcionar a coleta no centro da cidade? Hoje é feito durante o dia e isso causa o certo transtorno aos motoristas, congestionando o transito por onde o carro coletor passa. Como vai ser a partir de agora?

Alexandre: Importante a sua pergunta. É uma coisa que a gente tem discutido ultimamente, traçando inclusive estratégias para atender aquela área. O percurso naquele trecho do centro da cidade, é extremamente complicada porque não só atrapalha o trânsito dos veículos. O comércio abre aqui de forma até excepcional muito mais cedo do que nas outras cidades. E você tem ali a presença não só do comércio, mas também de casas residências. O ideal é que a gente coletasse aquela área a partir das 18 horas, quando o comércio já estivesse fechado, onde já tivesse acontecido a varrição por parte dos comerciantes também.

Aproveito para pedir a colaboração dos comerciantes para colocar o saquinho e o lixo na frente da porta. Assim a gente vai conseguir fazer a varrição com mais qualidade, onde teremos a coleta e logo após a varrição nessa área, sem atrapalhar o trânsito sem atrapalhar o fluxo de pedestres e de veículos nesta área. Mas, por enquanto não posso fazer isso. Vamos estabilizar o serviço.

Nerisvaldo: Mais algo que gostaria de ser acrescentando?

Alexandre: Só pedir um pouco mais de paciência a comunidade e vocês podem notar que a gente tem tentado acertar, mobilizando esforços, equipamentos e pessoal, para tentar atender a população cada vez melhor. E a gente pede um pouco mais de paciência. Hoje eu já posso divulgar para vocês, aqui é uma nova rotina de coleta. Você tinha 8 caçambas que faziam a coleta. O lixo caia, na rua e tinha um aspecto ruim da coleta, funcionários não usavam EPI (Equipamento de Proteção Individual), botas, não se importavam com as máscaras, não usavam boné de proteção. Hoje nossos funcionário trabalham todos fardados, com equipamento de proteção individual, com veículos adequados para a coleta do lixo, que é o caminhão compactador, onde o lixo fica ali compactado, protegido, não causando mau cheiro, não causando incômodo as pessoas que transitam nas vias públicas. E essa operação ela demora muito mais do que uma operação com 8 caçambas trabalhando simultaneamente. Então, eu peço a comunidade de Seabra, que passe a observar a partir de hoje o horário que o caminhão passa na sua via na sua rua para que ele coloque o lixo próximo desse horário.

Nerisvaldo: Os horários de coleta que está se fazendo hoje irão se repetir?

Alexandre: Sim o objetivo nosso é criar uma rotina, para que a comunidade também passe a participar do processo. Esse processo de limpeza não deve ser só da prefeitura, não deve ser só da empresa, mas de todos. O objetivo é trazer mais saúde, mais qualidade de vida para as pessoas de Seabra.

Assim, terminou a entrevista com responsável técnico, da empresa MRC Ambiental, Alexandre Medeiros. Importante lembrar que acompanhando Alexandre, estava o gerente local da empresa Henrique Reis.

O programa Resumo da manhã vai ao ar de segunda a sexta das 12hs às 13hs, com apresentação de Nerisvaldo Sobrinho (Garotinho).

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