sexta-feira ,17 novembro 2017
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Utinga e Wagner: Produtores rurais se unem para revitalizar rio

O rio Utinga se encontra em um estado crítico de assoreamento e obstrução | FOTO: Reprodução/Léo Barbosa |
O rio Utinga se encontra em um estado crítico de assoreamento e obstrução | FOTO: Reprodução/Léo Barbosa |

O rio Utinga é um curso de água que banha o estado da Bahia, muito importante para a agropecuária desenvolvida nas cidades de Utinga, Wagner e Andaraí, ambos municípios da Chapada Diamantina. Com base nisso, um grupo de 20 empreendimentos, que produzem banana irrigada entre os municípios de Utinga e Wagner irá contratar uma empresa para revitalizar o rio. Esses empreendimentos dependem exclusivamente do rio Utinga para irrigar suas plantações e alimentar seu rebanho, mas insistem em derrubar suas matas ciliares, em retirar milhões de litros d’água diariamente sem nenhuma ação de revitalização.

A sensibilização não se limitou apenas entre os grandes irrigantes, pois a comunidade da Cabeceira do Utinga e o grupo indígena Payayá, formado por 30 famílias, também abraçaram a causa. O rio Utinga tem como afluente perene o rio Verde e temporário o rio Atalaia. A bacia hidrográfica formada pelo rio Utinga abrange uma área de aproximadamente 3000 km². Esta área hidrográfica, encravada na porção central do estado da Bahia, constitui um subsistema hidrográfico integrante da bacia do rio Paraguaçu. O rio Utinga nasce próximo à localidade de Cabeceira do Rio, situada no município de Utinga e distante a apenas 5 km da sede.

O rio se encontra em um estado crítico de assoreamento e obstrução por pragas vegetais como taboa, junco, baronesas e descontrole abusivo de captação da água para irrigação por sulcos (inundação) com perdas de mais de 80%, mas a população está disposta a ajudar na revitalização com mudanças para a melhoria do meio ambiente e do empreendimento. O grande exemplo do representante do grupo indígena Payayá, o Sr. Otto Payayá, líder da tribo, mostra que é possível revitalizar o rio Utinga a baixo custo. Ele afirmou já ter conseguido mapear 45 espécies de sementes nativas e 25 espécies de frutas nativas da Chapada Diamantina.

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O nível de águas do rio Utinga é cada vez menor devido ao uso desregrado e insustentável | FOTO: Reprodução |

A tribo foi contemplada com um viveiro de mudas pelo governo do estado que já conseguiu produzir 25 mil mudas arbóreas nativas para plantar nas margens do rio. O rio Utinga é responsável pelo abastecimento de grande parte da população dos municípios de Utinga, Wagner, Lajedinho e Andaraí. Suas águas, além de serem usadas para consumo humano e animal são a grande responsável pelo desenvolvimento econômico de toda a região, através da agricultura familiar, agronegócios, pecuária e a piscicultura. Atualmente diversas culturas são cultivadas ao longo do curso do rio, como banana, mamão, café, tomate, pimentão, melancia, abóbora, entre outras.

A palavra Utinga, que em Tupi Guarani, significa “águas claras”, foi dada pelos povos Payayá, tribo indígena que viveu às margens do rio e que teria dado origem ao povoamento da região. Esse rio, de águas cristalinas é, nos dias de hoje, um tesouro ameaçado. O nível de suas águas é cada vez menor devido ao uso desregrado e insustentável praticado por muitos agricultores e pecuaristas. A poluição, o assoreamento, e a falta de políticas públicas de revitalização e de uso sustentável têm ao iminente fim de um dos mais preciosos tesouros da humanidade. Com informações da COFPISNE Sustentável – via Jornal da Chapada

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