sexta-feira ,19 outubro 2018
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Vaga de suplente vira coringa em negociação para chapa majoritária de Rui

Foto: Bahia Notícias

A chapa da candidatura à reeleição do governador Rui Costa (PT) possui ao menos uma vaga além das quatro já discutidas publicamente pela imprensa. A razão é que o grupo político em torno do governador considera que, diante do cenário atual, o ex-governador Jaques Wagner seria eleito senador e pediria licença do cargo para ocupar uma secretaria, deixando o primeiro suplente na cadeira no Senado. Atualmente, Wagner é o único candidato já confirmado à Câmara Alta e, por mais que avente a possibilidade de abrir mão da vaga para evitar uma rusga interna na base do governador, é considerado o nome mais competitivo do grupo para o Senado.

No contexto hodierno, Rui é candidatíssimo à reeleição e deve manter João Leão (PP) como vice. Nas duas vagas para senador sobram interessados, além do próprio Wagner. Estão na disputa o PSD, com Angelo Coronel à frente, o PR, que teria a filiação de Ronaldo Carletto com foco em participar do embate, e o PSB, com Lídice da Mata, candidata à reeleição – o PCdoB até insiste na tese de Alice Portugal, porém é um projeto natimorto. Com a hipótese de Wagner acabar convocado para uma secretaria no virtual segundo governo de Rui, a vaga de suplente seria um coringa na negociação para manter a base coesa, opção já considerada por alguns dos envolvidos no processo. Segundo informações de bastidores, o ex-governador teria feito a proposta e recebido um aval positivo para acalmar os ânimos daquele que ameaçava mais fortemente provocar um racha entre os aliados, o deputado federal Ronaldo Carletto.

Assim, o grupo político liderado pelo empresário se manteria fiel ao governo e, de quebra, Rui teria o PP com Leão e um PR fortalecido com a adesão de Carletto e um séquito de políticos. Caso se confirme a articulação, Rui agora precisaria apenas encontrar um denominador comum para agradar o PSD e o PSB, as outras duas legendas que estão realmente na disputa pela vaga de senador. Na ponta do lápis, as contas começam a ficar redondas do lado de Rui. A oposição, por sua vez, ainda tem muitos cálculos a fazer.(BN)

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