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Vale do Pati é um dos roteiros turísticos mais procurados da Chapada

Mirante do Vale do Pati. Foto: Maiara Luane

Fixado no coração da Chapada Diamantina, o Pati, localizado no município de Mucugê, revela belezas naturais deslumbrantes. A área fica dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é responsável pela conservação, proteção e preservação dos múltiplos ecossistemas existentes em uma unidade de conservação (UC).

Os principais acessos ao Vale do Pati ocorrem pelo Capão, Guiné e Andaraí, por trilhas que só podem ser realizadas a pé ou por animais de montaria. O trajeto mais curto é por Guiné. A vila conta com hospedarias e lanchonetes, ideal para aqueles que pretendem pernoitar num local tranquilo e próximo da entrada para o Vale do Pati, que pode ser iniciada tanto pelo Beco quanto pelo Aleixo, aos pés da Serra do Sincorá , logo cedo no outro dia.

Cercado por serras e morros, cachoeiras e rios, campos rupestres floridos, uma fauna e flora exuberante acolhida em uma mata ciliar que dispõem entre as espécies uma vastidão de quaresmeiras, o local se distingue dentre outros atrativos dentro do Parque e se torna, na região, um dos lugares favoritos para os amantes do trekking. Por sua singularidade, o Vale atrai visitantes de todos as localidades, tanto de regiões próximas, como Seabra, Irecê e Vitória da Conquista, quanto de outros países.

Loise Viana, 43, de Livramento de Nossa Senhora, já foi ao Pati pela sexta vez e, apesar de na primeira sentir dificuldade durante o percurso, não desanimou. Com palavras carregadas de satisfação, ela relata: “As trilhas são perfeitas. Sou apaixonada pelo Pati, lá sinto a liberdade, uma paz, energia boa, um encontro comigo mesma”. Quando questionada sobre o atendimento nas pousadas, ela afirma: “São pessoas de uma cordialidade fora do comum”.

O Pati, em 2010, ganhou o prêmio de melhor roteiro do país pelo Ministério do Turismo. O Vale do Pati é o lugar certo para quem está a procura de sossego e distância dos recursos tecnológicos como telefone, internet e energia elétrica. O ambiente oferece um intenso contato com a natureza, momento propício para contemplação. Com altitude de 400 mil metros acima do nível do mar, as trilhas são cheias de subidas e descidas. Por isso, exige certo esforço físico. Os principais atrativos são: Cachoeira dos Funis, Cachoeira do Calixto, o Cachoeirão por Cima, o Cachoeirão por Baixo, Gruta da Lapinha e Morro do Castelo.

Vale do Pati: aspectos da economia local

O Pati das extensas plantações de café e também de outros cultivos como a banana e mandioca, chegou a ser a maior economia da região. Ele possui estruturas como escola, prefeitura, igreja e aproximadamente 400 famílias. Na época em que ocorriam períodos de intensas chuvas, os moradores enfrentavam as lavouras para produzir mantimentos, que eram parte para consumo e a outra para comercializar nas feiras. Manoel Calixto dos Santos, aposentado, 85, e antigo morador diz que “não havia estradas. A locomoção de pessoas e o transporte de mercadoria eram feitos com animais pelas trilhas de Guiné (Mucugê), Palmeiras, Andaraí e Lençóis”.

As poucas famílias nativas do Pati hoje sobrevivem da atividade turística, oferecem serviços de hospedagens com café da manhã, janta e lanches para as trilhas. Por meio da energia solar, também fornecem bebidas sempre frescas. Com um jeito específico de falar, de andar, de manejar a terra e de acolher, os moradores ganham destaque ao complementar a vivência dos visitantes.

Em roteiros de três a seis dias, é possível se instalar em cada hospedagem e conhecer os moradores. Edinaldo Vieira, 33, autônomo, filho de dona Léia, uma das donas de pousada, relata: “Nos feriados a expectativa é animadora. Muitos fecham o pacote por agências situadas em Lençóis”.

João e André Pereira | Forró no Pati. Foto: Thaís Albuquerque

Para André Pereira, 30,“morar no Vale é maravilhoso”. Ele nasceu e se criou dentro do Pati. É filho de dona Raquel e proprietário da pousada Alto do Luar, onde sua família trabalha. Dê (como é chamado pelos amigos) e seu irmão, João, oferecem aos andarilhos o melhor forró pé de serra da região com o grupo Filhos de Raqué.

Serviços

Associação de desenvolvimento turístico de Guiné (ADTG) é formada por guias e moradores que se articulam para fornecer informações para os turistas que transitam pela Vila, além de ofertar serviços de condução através de seis guias cadastrados. Pedro Oliveira, 46, é um dos guias e presidente da associação. Ele afirma: “A presença de um guia é fundamental para que o visitante desfrute de seu passeio com maior segurança e confiança, além de conhecer as histórias e descobertas de cada atrativo”. (Repórter:Maiara Luane /Jornal O Bambúrrio – UNEB campus XXIII)

Maiores informações podem ser acessadas pelo Facebook da associação.

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