domingo ,17 janeiro 2021

No último dia (4), o prefeito de cidade de Barra do Mendes, na Chapada Diamantina, Armênio Sodré Nunes, conhecido como Galego (MDB), optou por chicotear os moradores. Ele atacou três mulheres de um grupo que cobrava em sua porta a aplicação dos recursos públicos destinados ao combate à COVID-19. A reivindicação dos moradores é a respeito da verba disponibilizada pela União e pelo Estado para combater os efeitos da pandemia da covid-19 no valor de R$1,6 milhão. Os moradores relatam o descaso no município com medidas sanitárias de segurança.

Vídeos que circulam nas redes sociais registraram toda a situação. Um deles mostra o momento que em o prefeito Armênio Sodré chega num carro, desce e ataca os manifestantes, que já estavam sentados num batente na porta de sua residência. Na imagem é possível ver quando ele chicoteia a comerciante Simone Souza Feitosa de Almeida, 47 anos. Numa outra imagem, Simone aparece com a mão sangrando e dizendo: “O prefeito de Barra do Mendes desceu do carro e tirou sangue de mim”.  Além da agressão, as vítimas acusam o prefeito de jogar o carro contra os manifestantes.

Além de Simone, outras duas pessoas do sexo feminino foram agredidas, sendo chicoteadas nas mãos e pernas.  As vítimas foram atendidas no hospital da cidade no mesmo dia. Na manhã deste sábado, elas foram ouvidas na delegacia da cidade vizinha, em Irecê, pois o único delegado de Barra de Mendes está afastado por causa da covid-19. “Incialmente estamos fazendo o boletim de ocorrência e corpo de delito. Simone ver, conforme a agressão, lesão corporal grave e uma tentativa de homicídio, já que ele avançou o carro em cima dos manifestantes”, disse a advogada da comerciante, Ellen Brito Costa.

Investigação do MP-BA

Além desse fato polêmico, o prefeito está sendo investigado, desde agosto, pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por irregularidades em licitações e contratação de serviços no município. Segundo o MP, “o promotor de Justiça apontou que houve indevida dispensa de licitação”.

“O MP apurou que a papelaria com a qual a prefeitura fez negócio pertence ao irmão do prefeito, o empresário Arlênio Sodré Nunes, o que evidenciaria que as compras foram realizadas de forma fraudulentas para beneficiar o irmão do prefeito, comprovando dolo na conduta do chefe do executivo municipal”, descreve dados do Ministério Público divulgados em site oficial.

A o prefeito Armênio Sodré já cumpriu dois mandatos e apoiava o candidato ao pleito pensando em sucessão. No entanto, o seu vice Erik (PSD) foi derrotado nas últimas eleições municipais, em 15 de novembro, com 30,69% dos votos, por Tonho (PDT), que contabilizou 63,31% das urnas a seu favor.

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