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Apoiada após ‘abraço’ de Drauzio, Suzi foi condenada por estupro e morte de criança

Personagem de uma reportagem exibida no dia 1º de março, no “Fantástico”, que tratava sobre as transexuais que vivem no sistema penitenciário, a detenta Suzi Oliveira foi condenada por estupro e morte de uma criança de 9 anos, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, obtidas pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP).

Na reportagem, conduzida por Drauzio Varella, Suzi recebeu um abraço do médico e foi apoiada por telespectadores após relatar que não recebia visitas há mais ou menos oito anos. Durante a conversa, no entanto, não foi informado por qual crime ela tinha sido condenada. O que se sabia, no entanto, era a extensão da pena e impossibilidade de Suzi seguir para o semiaberto.

Dias após veiculação da reportagem, com apoio, inclusive, do governo do estado de São Paulo, a detenta passou a receber inúmeras cartas, além de chocolates, maquiagens e bíblias de pessoas que se sensibilizaram com sua história. Posteriormente, quando veio à público por qual crime Suzi havia sido condenada, tanto a detenta, quanto Drauzio e a Globo viraram alvo de críticas por terem ocultado tal informação.

Nas redes sociais, nesta segunda-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro criticou a forma como a reportagem foi realizada: “Enquanto a Globo tratava um criminoso como vítima, omitia os crimes por ele praticados: estupro e assassinato de uma criança. Graças à internet livre, o povo não é mais refém de manipulações. Infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua para crimes tão cruéis”.

Uma das filhas de Drauzio Varella relatou que passou a receber ameaças e informou que levaria a situação para a Justiça. O médico, por sua vez, divulgou uma nota de esclarecimento nas redes sociais, que também foi lida na edição, deste domingo (8), do “Fantástico”.

“Há mais de 30 anos, frequento presídios, onde trato da saúde de detentos e detentas. Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado. Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios. No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada (1/3), não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistas. Sou médico, não juiz”, disse Varella.

De acordo com o Estadão, Suzi, diante da ciência da repercussão da reportagem, escreveu uma carta de próprio punho, que foi divulgada pela advogada Bruna Castro. No papel, a detenta esclareceu que em nenhum momento da reportagem foi questionado a ela qual o crime foi condenada.

“Eu, Suzi de Oliveira, venho dizer que na entrevista ao ‘Fantástico’, não me foi perguntado nada referente ao B.O. Eu sei que eu errei e muito. Nenhum momento pensei passar como inocente. Desde aquele dia me arrependi verdadeiramente e hoje eu estou aqui pagando por tudo que eu cometi… Errei sim e estou pagando cada dia, cada hora e cada minutos aqui neste lugar… Antes não tive essa oportunidade, agora estou tendo. Apenas quero pedir perdão pelo meu erro no passado…”, escreveu a detenta.

 

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