sábado ,27 novembro 2021
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Bahia: Alunos de escola da Bahia são acusados de cometer racismo em grupo virtual

Alunos da Escola Sartre, colégio nobre de Salvador, estão sendo acusados de racismo após uma troca de mensagens com cunho racista feita em um grupo no WhatsApp. Entre os comentários feitos pelos estudantes do ensino médio estão frases como “Pretos morram”, “Baniram piada de negros porém não sabem que os negros já são a piada” e “Macacos são pouco inteligentes” como mostram os prints divulgados na internet.

A escola fica localizada no bairro do Itaigara, região de área nobre da capital baiana. Os registros das conversas dos alunos foram divulgados em um perfil de fofocas no Instagram. Conforme a denúncia, a escola também está sendo acusada pelos pais e estudantes por omissão, já que a escola tomou conhecimento do caso, no entanto, não adotou um posicionamento efetivo.

“A aula que a coordenadora entrou para falar sobre o caso foi a primeira aula, mas ela não deixou explícito que foi sobre racismo ou fez discurso antirracista. Ela pediu para que a turma não humilhasse e faltasse com respeito com quem tava envolvido (apesar de que na sala de aula, que eu tenha visto, ninguém falou nada)”, disse uma das estudantes ao perfil, sob anonimato.

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Uma ex-aluna do Sartre, que é preta, falou de forma anônima com a Alma Preta e pontua que a omissão da instituição é frequente e revela o racismo estrutural que sempre existiu na escola. Ela também relembra que a escola malmente tinha preocupação com debates antirracistas. “É um espaço que segue sendo violento com nossos corpos e mentes”.

“A omissão do colégio só revela o quanto eles [coordenadores, diretores e pessoas que ocupam os cargos superiores] não estão preocupados, porque o que eu percebia quando estudava lá – o que não tem muito tempo – é que a preocupação quanto a essas questões raciais, de gênero, se dava mais por parte de alguns professores, mas a instituição acaba por ser conivente. Para ser bem sincera, o racismo no colégio Sartre está presente todos os dias e só as pessoas negras, racializadas, sabem da violência que existe dentro desses espaços. É um espaço que segue sendo violento com nossos corpos e mentes. É uma instituição enorme mas que sequer leva a sério a tentativa de propor uma educação antirracista, mesmo na capital mais negra fora da África”, pontua.

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