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Bahia: Quem era Geane Brito, aluna cadeirante assassinada em ataque a escola em Barreiras

Integrante de uma família de sete filhos, Geane Brito, estudante de 19 anos morta com golpes de facão por um colega adolescente, sonhava em ser policial, segundo Vitória Sales, ex-cuidadora no Colégio Municipal Eurides Sant’Anna, em Barreiras, no oeste da Bahia.

“Ela dizia que queria ser policial porque polícia salva vidas”, relembrou em entrevista ao g1.

Geane estudava há quatro anos na escola e as duas se conheceram em 2021, quando a cuidadora foi trabalhar no local. Em 10 meses, elas construíram uma amizade que continuou mesmo depois que Vitória precisou trocar de instituição.

“Há três meses eu precisei sair de lá [Colégio Municipal Eurides Sant’Anna] porque precisava trabalhar em uma escola mais próxima da minha casa. Mesmo assim nós nos falávamos quase todos os dias por chamada de vídeo”, contou.

Em um vídeo, gravado por outra pessoa na instituição, a jovem que cursava o 9° ano do ensino fundamental II, revelou o quanto prezava pelos estudos, disse que tinha uma relação boa com os colegas e que gostava do colégio porque era um local em que “as pessoas não podiam fazer coisas erradas”.

Vitória descreveu Geane como uma jovem participativa em sala, sorridente e cativante.

“Era uma aluna esforçada, era muito participativa, e todos ficavam de boca aberta devido à forma como ela compreendia as coisas e expressava tudo que era perguntado”, contou.

A cuidadora ajudava Geane nas atividades escolares, na alimentação e para ir ao banheiro. A dificuldade de locomoção e na fala, conforme contou Vitória, foi decorrente de uma paralisia cerebral.

Vitória mora em Barreiras e Geane vivia com os pais na zona rural do mesmo município, no povoado Ilha da Liberdade. No local, o sinal de celular não é bom, mas sempre que a jovem estava na casa de uma das irmãs em Barrreiras, ou passando por algum procedimento médico no Hospital Sarah de Brasília, elas encontravam uma oportunidade para a chamada de vídeo.

No ano passado, no dia 15 de outubro, data de aniversário de Geane, a jovem ganharia uma comemoração na escola. O ônibus que a levava para o colégio quebrou no mesmo dia, mas ela não ficou sem a celebração.

“No aniversário da 19 anos dela, eu e os funcionários da escola fizemos uma surpresa, mas o ônibus quebrou e eu fui até a casa dela levar o bolo. Ela sempre deixou claro que tinha um amor por mim e eu por ela. Ela tratava muito bem a todos e todos a tratavam muito bem também”, relembrou Vitória.

Ataque na escola

Mesmo não sendo alvo do ataque, o adolescente aproveitou a dificuldade de locomoção da jovem cadeirante para golpeá-la.

“Na hora que fiquei sabendo, eu estava no meu trabalho. No momento que eu comecei a receber as informações eu já sabia que era ela porque as pessoas sinalizaram que a vítima era uma cadeirante e a única cadeirante da escola era ela”, contou a cuidadora Vitória Sales.

Ainda com relação ao ataque, Vitória disse que Geane e o adolescente não se conheciam.

“Eram de turno oposto. Ela nem conhecia ele, porque quando ela saía da aula, ele nem tinha chegado na escola ainda”, contou.

CN com informações do G1 Bahia.

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