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Chapada: Chegada de asfalto causa discórdia e divide a população do Capão em Palmeiras

Um lugar quase isolado, sem sinal de celular, água encanada vinda através dos rios feita pelos próprios moradores, sinal de internet recente, um paraíso à parte, com natureza exuberante e grande preservação da fauna e flora, onde a única forma de acesso é uma precária estrada de terra. Assim é o Capão, uma vila situada no município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, vila também conhecida como Caeté-Açu.

Devido a essa precariedade há dificuldade no transporte e no abastecimento local deixando produtos básicos de alimentação e higiene mais caros e escassos. Em um cenário assim, o asfaltamento seria motivo de comemoração entre os moradores. No entanto, não é o que vem acontecendo no Vale do capão.

A população tem ficado dividida com a possibilidade do asfaltamento da estrada que liga o povoado até Palmeiras, cidade-sede. Há uma parcela da população que veem os benefícios para a comunidade com o asfalto, já outra parcela acredita que iria ocasionar um aumento de exploração turística no local, que, segundo essa parte populacional, prejudicaria o meio ambiente e a cultura da região.

O Governador Rui Costa, anunciou no último sábado (3), na Chapada Diamantina, o plano de asfaltar o caminho de Palmeiras até a região dos Campos, onde fica a entrada para a Cachoeira da Fumaça. De lá até a Vila, parte central do povoado, o caminho seria feito de paralelepípedo.

Há moradores que apontam para a necessidade de uma melhoria na mobilidade e transporte para a população do Vale do Capão, principalmente na questão de saúde, que fica muito prejudicado, visto que a comunidade possui apenas um pequeno posto de saúde. Já um residente local alega que a estrada seria para beneficiar o interesse de empresários que pretendem transformar o paraíso natural em investimento, o que para ele, destruiria os interesses ambientais.
Para outro morador, “a humildade deu lugar à ganância”. Para ele a estrada deveria ser feita de forma ecológica para não prejudicar a fauna e a flora. E que deveria haver uma contenção do fluxo de pessoas.

Além disso, a corretora Betânia Rodriques, 39 anos, aponta que a estrada pode mudar o público que atualmente visita e mora em Caeté-Açu.
“Atualmente, a maioria das pessoas que vem até aqui e que compram terras, são pessoas que buscam esse ambiente mais rústico e pretendem morar aqui. A chegada da estrada pode significar a vinda de pessoas mais ricas que buscam esse contato com a natureza, mas sem abrir mão do conforto do mundo moderno, como já acontece em cidades como Lençóis e Mucugê, que possuem uma infraestrutura mas robusta”, analisa a corretora.

Chapada News com informações base dos Correios 24 horas

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