sexta-feira ,22 janeiro 2021
Página Inicial / Noticias / Chapada: Funcionários e colaboradores do HRC lançam carta aberta direcionada a SESAB e a sociedade civil

Chapada: Funcionários e colaboradores do HRC lançam carta aberta direcionada a SESAB e a sociedade civil

No último dia (30), diante da situação conflituosa envolvendo os funcionários do Hospital Regional da Chapada e antiga empresa APMI a qual administrava a instituição foi lançando uma carta aberta do movimento dos colaboradores do HRC a sociedade civil e a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

Segundo, a carta o objetivo maior é que as garantias verbais que foram acertadas em reuniões possa ser formalizadas oficialmente e por seguinte colocadas em prática. A carta ainda procura estabelecer o diálogo com a SESAB e com a sociedade civil e ao mesmo tempo demonstra a união das categorias, visto que o movimento é formado e organizado por funcionários de todas as categorias.

Acompanhe abaixo na integra a carta.

Carta aberta do movimento dos colaboradores do Hospital Regional da Chapada a Sociedade e Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

A SAÚDE CLAMA POR SOCORRO!

Após entrega de ofício a SESAB, através do Diretor Médico do HRC, com  pedido de demissão coletiva, assinado por onze médicos, devido ao atraso de pagamentos dos mesmos, foi formado um movimento por inúmeros colaboradores, dentre eles, enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativos, agente de portaria, higienização, lavanderia entre outros do HRC, por este motivo, vem a público manifestar por meio desta Carta Aberta, após reunião realizada na manhã do dia 27 de novembro de 2020,  com o Gestor Operacional da unidade, Gerente de Enfermagem e alguns representantes de enfermagem e demais setores do HRC, com a SESAB, representada por Drª Tereza Paim e Dr. Igor Lobão, os quais solicitaram de acordo as deliberações, um prazo de 15 dias para resolver as pendências, num acordo informal feito de forma verbal e no mesmo momento, informaram que foi cancelado o contrato da mesma, com a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) e que toda a operação e gestão administrativa do hospital a priori, será realizada pela própria SESAB. Foi prometido, que todos os colaboradores permanecerão no quadro.

Sobre os pagamentos, informaram-nos que vão priorizar os pagamentos dos salários em atraso dos colaboradores, além de informar também que cumprirão com pagamento das férias vencidas, 1/3 das férias, décimo terceiro e recisões trabalhistas. Demonstraram ciência sobre o excesso de pacientes nos setores e sobrecarga de trabalho dos funcionários e expôs ainda, que na próxima terça (01/12/2020, será aberto processo licitatório de acordo portaria que contatará no edital da SESAB, para que uma nova OS possa assumir a administração do hospital.

Sem garantias de cumprimento do acordo, o movimento vem por meio desta Carta Aberta a Sociedade e SESAB, fazer um apelo em nome de todos os colaboradores do HRC, no sentido de exigir que as garantias verbais sejam formalizadas oficialmente e por seguinte colocadas em prática.

Na oportunidade reforçamos o pedido, que além dos pagamentos dos salários atrasados e demais dívidas, sejam firmada a regularidade dos pagamentos dos meses posteriores também.

Exigimos ainda condições dignais de trabalho e carga horária justa, pois o que já era excessiva, devido a pandemia, intensificou ainda mais, pela necessidade dos profissionais com suspeitas ou até mesmo os infectados, precisarem ser substituídos, forçando aqueles que já estão na ativa e acumulando até 3 plantões seguidos, chegar ao ponto de receberem ligações durante suas folgas, tendo o funcionário que abdicar do momento de descanso pra ir trabalhar e cobrir a falta dos colegas. Diante do exposto, exigimos a contratação de mais funcionários, para que se adequem as normas do COREN, já que tanto enfermeiros quanto técnicos e auxiliares atendem em média o dobro definido pelo mesmo, o que impacta diretamente na qualidade de vida do colaborador, tanto quanto no atendimento ao assistido. Em relação aos direitos trabalhistas, apelamos pela melhoria dos salários, já que os mesmos não possui um piso salarial.

Sugerimos também, que a nova administração se atente a falta de medicamentos, e insumos básicos, como por exemplo, papel higiênico, sabonete, álcool para higienização dos profissionais, bem como dos pacientes, EPIS em quantidade necessária e urgentes especialmente por conta da pandemia, que tem colocado em risco funcionários e pacientes, que intervenha nas relações interpessoais, que muitas das vezes chegam a ser abusivas, configurando inclusive em assédio moral, pressões e agressões psicológicas, humilhações, dentre outras.

Diante do exposto, clamamos por mais respeito e empatia no relacionamento inter profissional, para que possamos prestar melhores serviços aos pacientes e desempenhar nossa função com excelência, com paz e tranquilidade.

Por fim, informamos que será agendada uma reunião na próxima semana com a presença do Sindicato da classe e de representantes governamentais, para garantia dos nossos direitos. A partir de então se não houver uma mudança efetiva que garanta condições justas e dignas de trabalho, será movida uma ação judicial coletiva.

Contamos com o apoio da Sociedade e Sesab.

Respeitosamente,

Movimento dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem e demais classes trabalhadoras.

Sobre Redação

Você pode Gostar de:

MP-BA e MPF acionam por improbidade prefeito que ‘furou’ fila da vacinação em Candiba

  O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) …