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CHAPADA: Milton Santos, Geógrafo nascido em Brotas de Macaúbas, vira nome de Avenida principal de Ondina, em Salvador

Nascido em Brotas de Macaúbas, na Chapada Diamantina, o geógrafo vencedor do Prêmio Vautrin Lud de Geografia, na França, considerado o Nobel de Geografia, acaba de ganhar homenagem. A prefeitura da cidade sancionou no dia 22 de fevereiro uma lei que alterou o nome da Avenida Adhemar de Barros, em Ondina, para Avenida Milton Santos.

O projeto de alteração do nome da avenida é de autoria do vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), e teve grande apoio e mobilização nas redes sociais. A avenida deve em breve deixar de ter o nome do médico e político paulista Adhemar de Barros, que nenhuma relação tem com a Bahia, para homenagear Milton Santos. O local também é endereço do maior campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Milton Santos ficou conhecido mundialmente por suas pesquisas referentes à sociologia, economia e política e sua relação com a geografia. Milton é filho e neto de professores com quem aprendeu a falar francês. Aos 10 anos, já morando na capital baiana, Santos se interessou por Geografia através de um de seus professores Oswaldo Imbassahy e ainda com 15 anos começou a lecionar na área.

Formado em direto pela Universidade Federal da Bahia, nunca chegou a exercer a profissão, já que em seguida resolveu mudar-se para Ilhéus, onde foi professor de Geografia no ginásio do colégio municipal. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, que acabou incluído na Coleção Brasiliana. Na sequência, Milton foi convidado para fazer doutorado na França, entre 1956 e 1958.

Voltou ao Brasil, mas manteve boas trocas com os franceses. Em 1960, se tornou Livre Docente em Geografia Humana pela Universidade Federal da Bahia e passou a atuar mais fortemente tanto na área acadêmica quanto na política, sendo subchefe da casa civil na Bahia no governo de Jânio Quadros.

Foi preso durante o golpe militar, mas solto em decorrência de sua saúde. Depois de alguns meses em prisão domiciliar pôde pedir exílio na França, a convite da Universidade de Toulouse-Le Mirail. Lá permaneceu por 13 anos, acumulando conhecimento, reconhecimento e prêmios.

Em 1971 foi para o Canadá lecionar na Universidade de Toronto, depois se mudando para os Estados Unidos, onde foi pesquisador convidado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). É ali que Milton organiza sua grande obra, “O Espaço Dividido” (1979).

O grande teórico faleceu em 24 de junho de 2001, com 75 anos, vítima de um câncer, deixando para as futuras gerações suas pesquisas e teorias sobre os impactos da globalização como divisora do mundo, causando o que ele nomeava de “globalização como perversidade”.

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