domingo ,4 dezembro 2022
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Mãe do menino Henry é acusada por internas de realizar “atos libidinosos” com advogado em presídio

A mãe do menino Henry,  a professora Monique Medeiros, foi denunciada por seis detentas por supostamente ter cometido “atos libidinosos” com um advogado de defesa dentro do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro. Em depoimento, as colegas de cela afirmaram que a própria Monique contou que o ato aconteceu dentro do parlatório da cadeia, onde não existem câmaras de vigilância e só um vidro a separava do defensor.

De acordo com o Jornal O Globo, um profissional de defesa teria se masturbado enquanto Monique mostrava os seios em uma visita a penitenciária. Essa situação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ) que abriu um processo administrativo, em caráter restrito, para investigar os relatos. “São condutas graves, que foram narradas pelas próprias internas. O caso será apurado com o rigor necessário”, declarou o secretário da Seap, Fernando Veloso.

“Chamo a atenção para a complexidade que é a vida dentro do sistema penitenciário. É responsabilidade do poder público, através da polícia penal, assegurar todos os direitos dos internos, mas não conseguimos fazer isso sozinhos. Precisamos do apoio da sociedade. Em geral, 7 em cada 10 detentas são abandonadas por suas famílias. Não é o caso da Monique, mas as mulheres, via de regra, dependendo do perfil, não recebem, sequer, uma visita. E esse é um papel que não cabe ao Estado”, conclui Veloso.

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A detenta Fernanda de Almeida, conhecida como “Fernanda Bumbum”, presa porplanejar a morte de uma rival de procedimentos estéticos, foi uma das internas que relatou o suposto ato praticado por Monique. Ela disse que “Monique teria usado roupas inadequadas” na visita de um advogado e que, segundo Monique, o defensor era “apaixonado por ela e faria de tudo para tirá-la da cadeia”

As outras que relataram são: Elaine Pereira Figueiredo Lessa (mulher do PM reformado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, ela está presa por tráfico internacional de armas); Karina Lepri Franco, dentista que orquestrou, junto com o amante miliciano, a morte do marido, um diretor da Shell; Priscilla Laranjeira Nunes de Oliveira, síndica de prédio na Barra da Tijuca que tramou, ao lado do amante, a morte do vizinho; Bruna Adrielly Correia Carlos, presa na Rodovia Presidente Dutra com 750 quilos de maconha; e Cintia Gomes de Oliveira, detida por adulteração de placa de veículo e corrupção ativa.

Todas confirmaram a versão de Fernanda, segundo a apuração de O Globo. Bruna contou que o fato foi narrado durante uma discussão entre Monique e Fernanda. As demais disseram que a revelação do caso ocorreu no convívio entre as presas.

Se houver punição, a infração será anotada na ficha de Monique, o que prejudicaria o índice de comportamento da detenta e uma possível progressão de regime. Em relação ao advogado, a Seap informou ter enviado um oficio a Ordem dos Advogados do Brasil sobre a denúncia.

Em nota, a defesa de Monique Medeiros Costa e Silva nega a teoria da denúncia:

“É com profunda repulsa e indignação que a defesa de Monique Medeiros se manifestou sobre o conteúdo da matéria publicada, que, coincidentemente ou não, surge após o pedido de prisão domiciliar formulado, bem como após ter vindo à tona ameaça de ameaça no. interior da unidade prisional. Falta respeito, prisional e entendimento para com os ética no processo e seus familiares. Como se não bastassem como próprios as discriminatórias e punitivas dessamaz. Agora, inverdades e punitivas magnitude. tamanha insanidades, e espera punição exemplar aos propagadores desta versão fraudulenta.”

Relembre o caso do menino Henry:

A professora Monique Medeiros da Costa e Silva e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, são acusados de matar o menino Henry Borel, de 4 anos, filho dela e enteado dele. O caso ocorreu na madrugada do dia 8 de março de 2021 e a causa da morte foi hemorragia e laceração do fígado por ação contundente. Os dois são réus por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica.

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