terça-feira ,13 abril 2021
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Oliveira dos Brejinhos: Professor denunciado por assédio volta a dar aulas em mesma escola de vítima.

Na última terça feira (06), chegou ao conhecimento da equipe de reportagem do Chapada News que um professor da cidade de Oliveira dos Brejinhos, na região da Chapada Diamantina, acusado de cometer assédio, voltou a dá aulas na mesma escola da vítima, antes mesmo do termino das investigações.

A situação revoltou parte da população da cidade e os parentes da vítima que avaliaram ser uma falta de respeito por parte da Secretaria de Educação do Município de realocar o servidor na mesma escola antes mesmo do desfecho final do processo.

A denúncia de assedio foi feita pela prima da vítima, Debora Oliveira, visto que na época a vítima era menor de idade. O boletim de ocorrência foi gerado na delegacia da cidade, uma vez que foi aberto um processo para ser apurado a situação, e na ocasião o professor foi afastado das suas funções pedagógicas da escoa municipal Landufo Alves na comunidade Queimada Grande, zona rural do município.

O processo já faz algum tempo que foi aberto, mas ainda continua em andamento, inclusive o atraso é principalmente em decorrência da pandemia, assim como vários outros processos que estão atrasados na justiça brasileira.

Em entrevista exclusiva ao programa Jornal do Meio Dia na Nova Web Rádio de Seabra a prima da vítima, Debora Oliveira, relatou que recentemente tomou ciência dessa informação que o professor voltou a atuar na mesma escola, onde aconteceu o episódio, antes mesmo da conclusão das investigações.

Segundo, Debora a notícia pegou a todos os familiares de surpresa e de imediato, ela tentou contato com o Secretário de Educação do Município e o prefeito para esclarecer essa situação, mas não obteve resposta. Ainda conforme a prima da vítima o promotor responsável pela comarca da cidade já está ciente da situação e ela pede que o Ministério Público notifique a Secretaria de Educação de Oliveira dos Brejinhos.

Até porque, segundo ela a “como pode um casso desses, o processo em curso e o professor é trazido para realizar suas atividades, sem que o processo seja transitado e julgado. A sociedade quer uma resposta exigimos uma resposta do prefeito e do secretário. ”

De acordo, a entrevistada há possibilidades que outras adolescestes também terem passado pela mesma situação de assedio, mas que nada foi feito ou relatado publicamente. Ao final da entrevista Debora fez um apelo, sobretudo, a comunidade Queimada Grande que não aceite essa situação porque isso é “um tapa na cara da comunidade”.

Até o fechamento dessa reportagem a Prefeitura Municipal de Oliveira do Brejinho ainda não tinha se manifestado oficialmente sobre o episódio em pauta.

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