segunda-feira ,21 setembro 2020
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Pai que matou filho e jogou o corpo na região da Chapada Diamantina se mata enforcado na Papuda

Acusado de assassinar o próprio filho, o ex-servidor público Paulo Roberto de Caldas Osório, 45 anos, se matou enforcado, neste sábado (11), em uma cela do Complexo Penitenciário da Papuda. O crime chocou Brasília após o pai confessar ter tirado a vida do pequeno Bernardo, de apenas 1 ano e 11 meses. O crime ocorreu no mês de novembro do ano passado. O corpo da criança foi encontrado na comunidade de Campos de São João, município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, mais de mil quilômetros da capital federal.

De acordo com informações da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), Paulo Roberto estava detido em uma cela do Presídio do DF I (PDFI) e aproveitou uma troca de turnos entre policiais penais para tirar as calças, fazer um nó e se enforcar amarrando a vestimenta em uma barra no teto da unidade prisional. Relato publicado pelo site Metrópole, aponta que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a tentar reanimá-lo, mas ele não resistiu e morreu no local.

Paulo ficava em uma cela individual, na mesma ala onde estão os hackers detidos na Operação Spoofing. A condição de ser colocado em isolamento era uma medida para evitar que ele fosse alvo da massa carcerária, em função da gravidade do crime cometido. No dia do crime, Paulo pegou o filho na creche, na Asa Sul, em Brasília, e ofereceu um suco ao menino com remédios controlados. Provas colhidas ao longo da investigação indicam, conforme a Polícia Civil, que o pai matou o garoto antes de pegar na BR-020 em direção ao estado da Bahia.

O metroviário confessou que deu uma superdosagem de medicamento controlado para o menino, que começou a passar mal ainda na casa do pai, na 712 Sul. O assassino confesso percorreu 1.035 quilômetros com o corpo até o povoado de Campos de São João, zona rural do município chapadeiro de Palmeiras, onde o jogou às margens da BR-242, com a cadeirinha infantil

Ele saiu de casa, na Asa Sul, às 20h52 do dia 29 de novembro, e deixou a televisão ligada. Não levou mantimentos, mala e um tablet que, de acordo com a mãe, era objeto inseparável do filho. As diligências apontam que, às 21h20 de 29 de novembro de 2019, Paulo passou em um radar na Ponte do Bragueto, na Asa Norte. Ele dirigiu pela BR-020 até Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. O corpo foi desovado na região de Palmeiras. No dia 30 de novembro, o homem foi até Salvador. Depois, acabou preso em Alagoinhas, no semiárido baiano.

Após sete dias da localização do corpo do menino, a Divisão de Repressão a Sequestro (DRS) concluiu a investigação sobre o caso. O relatório policial foi finalizado e enviado à Justiça. Posteriormente, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ofereceu denúncia contra o pai da criança. O homem foi indiciado por homicídio triplamente qualificado (praticado contra criança, motivo torpe e meio insidioso) e ocultação de cadáver.

Assassinato da própria mãe

Para quem não sabe, em 1992, Paulo Roberto também tirou a vida da própria mãe. Pelo assassinato, Osório cumpriu pena de 10 anos na ala psiquiátrica da Papuda. Na ocasião, ele tinha apenas 18 anos. Segundo a polícia, a vítima foi surpreendida por ‘Paulinho’, como era chamado à época, assim que chegou em casa: o então jovem esfaqueou e enforcou a própria mãe. Em seguida, ele ateou fogo e queimou o corpo dela. Jornal da Chapada com texto base do site Metrópole.

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