sábado ,23 janeiro 2021
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Pais e colégios organizam carreatas pela reabertura das escolas em 27 cidades

 

Estão confirmadas até o momento carreatas em 27 cidades, entre elas as capitais Belo Horizonte, João Pessoa, Maceió, Porto Velho, Salvador, São Paulo e Vitória.

A ideia de articular com outras cidades a realização das mobilizações, que já ocorreram anteriormente de forma dispersa, partiu do movimento de pais de Minas Gerais, que tem a gerente comercial Sheila Freire à frente.

Ela começou a agrupar outros pais em torno da ideia após sua filha de seis anos começar a apresentar sinais de ansiedade e parar de comer em meio ao isolamento prolongado.

“Ao falar com outras famílias, percebi que era uma situação generalizada”, diz.

Os grupos de pais e escolas elencam argumentos também divulgados em um manifesto de pediatras pela volta às aulas. Eles listam estudos que mostram, em essência, que as crianças adoecem menos e não são supertransmissoras do vírus, como se pensava no início da pandemia –pelo contrário, desde que cumpridos os protocolos de segurança nas escolas, é possível evitar a transmissão entre elas.

Afirmam também que a sala de aula é um ambiente mais seguro para elas do que shoppings, restaurantes e outros estabelecimentos que já reabriram e aos quais elas têm sido levadas com suas famílias.

O fechamento das escolas também tem sido associado ao aumento da desigualdade educacional, ao abandono escolar e a transtornos de saúde mental, em especial ansiedade.

O intervalo de dez meses sem aulas presenciais coloca o Brasil na contramão do que ocorre em países da Europa e da Ásia e em diversos estados dos EUA, que já as retomaram em algum momento desde o início da pandemia.

O Reino Unido, por outro lado, voltou atrás no início do ano e ordenou o fechamento da maior parte das unidades escolares do país devido à circulação de uma nova e mais transmissível cepa do vírus.

Em São Paulo, a gestão do governador João Doria (PSDB) prevê o início do ano letivo, com atividades obrigatoriamente presenciais, para o dia 4 de fevereiro. A Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual, promete greve se isso ocorrer.

A liberação, porém, depende dos prefeitos. Na capital paulista, a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) ainda não definiu se o retorno será com atividades escolares remotas ou não.

Na capital paulista, a carreta tem por ora cem carros confirmados, segundo Ricardo Florêncio, dono da escola Laura Florêncio, na zona norte, que está à frente da organização. São esperados 200 veículos.

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