segunda-feira ,28 novembro 2022
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SEABRA: Estabelecimento teve objetos furtados e depois devolvidos pelos suspeitos; mídia não divulga imagens por medo de processos

No último domingo (20), uma ótica foi arrombada na cidade de Seabra, na Chapada Diamantina, porém, não foi divulgada nenhuma imagem da ação dos assaltantes, como de costume acontece na cidade. A exemplo do arrombamento ocorrido em três lojas em outubro, onde vídeos repercutiram e viralizaram nas redes sociais. Assim como os dois jovens que praticaram roubos na cidade, durante a aplicação do primeiro dia de provas do ENEM, no dia 13 desse mês. Nesse domingo (20), nenhuma imagem foi viralizada.

O Jornal do Meio Dia, na Rádio Nova Web Seabra, divulgou, nesta terça-feira (22), que estava com material pronto para apresentar, mas, diante da falta de repercussão, questionaram o estabelecimento se era verdade. Eles responderam que no mesmo dia o estabelecimento entrou em contato com os suspeitos e eles devolveram todo o material furtado, diga-se de passagem, eram muitas armações,

A rádio também entrou em contato com a Polícia, porém não houve informação se houve ou não registro da ocorrência. Diante desse “acordo” entre as partes, as imagens deixaram de ser divulgadas pela mídia, por medo de sofrerem processos futuros.

Uma situação que beira ao absurdo, mas, é fato. É errado essa atitude do estabelecimento? É compreensível a ação dessa loja?

Tudo é relativo. Moral e socialmente falando, parece ser bem errado. Mas ilegal, não, não é. O estabelecimento agiu conforme sua crença. Sua postura foi uma alternativa legal, caso não tenha pegado os objetos de volta à força, mas sim, de forma mansa, pacífica e de comum acordo. Não há crime. Era a única alternativa legal que lhes restavam, quando não se quer envolver a Polícia e a Justiça.

Entretanto, essa forma de agir, deixa-se de aplicar a justiça, por mais frágil que seja, e consequentemente, os suspeitos ficam sem a devida punição. A sociedade fica à margem da criminalidade, pois os mesmos continuam soltos, sem registros em seus nomes e prontos para atacar novamente. Além do que, a estatística policial da cidade deixa de mostrar a realidade em seus números.

Essa atitude do estabelecimento é compreensível? Sim, mesmo diante do absurdo da situação, compreende-se a loja. Há, nessa forma de agir, a demonstração da falta de crença na Justiça. Sabe-se que a Polícia prende, mas, por conta de leis frágeis, a justiça acaba por soltar. Aí, a vítima prefere entrar nessa espécie de “acordo” obscuro, ter de volta seus bens materiais e deixar para lá.

 

Chapada News

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