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SEABRA: Estudante do IFBA-Seabra, Styves Barros, seis vezes medalhista de ouro em olimpíadas nacionais, fala sobre experiência no Japão

Styves Barros Miranda serve de exemplo para o irmão | FOTO: Montagem CN

Aos 18 anos, Styves Barros, nascido e criado em Seabra, na Chapada Diamantina, já coleciona seis medalhas de ouro conquistadas em olimpíadas estudantis e já cruzou o mundo para participar de dois programas de intercâmbio. Neste ano, o desempenho de excelência carimbou seu passaporte para o Japão, onde participou entre os últimos dias 6 e 12 de novembro da edição 2022 do Sakura Science High School Program (Brazil), programa de intercâmbio de curta duração no país asiático, para o qual Styves Barros Miranda foi aprovado em seleção nacional.

Estudante do curso técnico de Informática integrado ao Ensino Médio, do IFBA- Campus Seabra, prestes a completar 19 anos em dezembro, Styves tem uma trajetória acadêmica digna de nota. Em 2021 foi o único representante da Bahia no Programa Jovens Embaixadores, dirigido a estudantes do ensino médio da rede pública com excelente desempenho escolar, fluência em inglês e engajamento em iniciativas de impacto social. Por três vezes consecutivas (2020, 2021 e 2022) foi medalhista em duas competições: na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). Conquistou seis medalhas de ouro no total.

Sobre sua experiência no Japão, Styves qualifica “inimaginável” e um “choque de cultura muito grande”, principalmente em relação ao idioma, a culinária e ao comportamento. Apesar da sua fluência em inglês, enfrentou dificuldades, pois nem todos os japoneses falam a língua. “Por isso, contávamos com uma tradutora japonês-inglês para nos auxiliar quando necessário. Às vezes eu arriscava com o básico de japonês que eu sei e conseguia me comunicar um pouco”, lembra.

Viram Robôs, Inteligência Artificial,etc | FOTO: Montagem CN

Para o estudante, academicamente, a viagem superou suas expectativas. Em Tóquio visitou Tokyo Skytree Tower, uma torre de radiodifusão, segunda estrutura mais alta do mundo. Viu robôs usados em escombros de terremoto, inteligência artificial identificando flores. Conheceu a Ana Bule Base, uma das maiores instalações de treinamento do Japão, que reproduz o ambiente de um aeroporto e um avião e conta com equipamentos de treinamento mais avançados do mundo. Viu roupas usadas por astronautas, satélites e até foguetes. Visitou o Museu Nacional de Natureza e Ciência e o Museu de Ciência de Toshiba.

“Essas visitas aguçavam minha curiosidade cada vez mais e me faziam ficar muito animado para contribuir com toda essa ciência que visava tornar o mundo um lugar melhor”, narra o estudante do IFBA,

Styves conta que, nesta viagem, os intercambistas brasileiros conviveram com intercambistas do Peru, Chile, Quirguistão, Cazaquistão e Tailândia, possibilitando a absorção de ideias do mundo, além da cultura japonesa.

Para o futuro, o estudante pretende ingressar em uma universidade americana, para cursar Ciência da Computação, inspirado pelo curso atual que faz no IFBA. “Acredito também que a tecnologia é uma ferramenta importantíssima para mudar o mundo à nossa volta e, nessa área, poderei fazer minha parte para tornar o mundo um lugar melhor”, declara Styves.

Inteligente, Styves compreende a importância de conciliar vida social com os projetos acadêmicos, apesar de reconhecer que nem sempre isso é fácil. Também mostra muita gratidão aos professores, colegas de turma, parceiras nos projetos, aos pais e aos técnicos do IFBA.

Como chegou nesse Intercâbio

Styves ficou sabendo do programa em 2019, mas não pode participar, pois, um dos requisitos era estar no último ou penúltimo ano do ensino médio. Somente em 2022 ele se inscreveu, ao ver a postagem do IFBA. Motivado pela curiosidade de conhecer a cultura japonesa e ter a oportunidade de ver de perto a sua ciência e tecnologia de ponta. Além do que, a experiência será um grande peso para ingressar numa universidade americana.

“Todo o programa foi financiado pela JST (Japan Science and Technology Agency) e também pelo CONIF/MEC/IFSULDEMINAS. Então os gastos que tive durante a participação foram somente de coisas “extras” que eu quis comprar, como presentes, etc. Acredito que essa é uma iniciativa excelente, visto que a maior parte dos alunos não teria condição de arcar com uma viagem como essas”, encerra Styves Barros.

Chapada News (com informações do IFBA)

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