quarta-feira ,8 dezembro 2021
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SEABRA: Família implora para que seu familiar internado no Hospital da Chapada seja transferido urgentemente

Foto: Divulgação/Redes Sociais

Uma família de Seabra, na Chapada Diamantina, vive o drama da fila da Regulação do SUS. Seu familiar encontra-se internado no Hospital Regional da Chapada, desde domingo (26), já na sala vermelha (onde ficam casos graves), com o esôfago rompido, numa região muito vascularizada, onde ficam os principais vasos sanguíneos e artérias, próximo ao coração. Desta forma precisa de cirurgião especializado no caso, urgentemente.

O paciente é o Sr. José Antônio, mais conhecido como Tõezinho da Santana. Ele foi internado na manhã do último domingo (26), reclamando de fortes dores no estômago e na lateral do tronco. Imediatamente o Hospital verificou por exames específico de esofograma que o esôfago estava rompido e que seria necessário transferência do paciente. Foi pedida a Regulação via Sistema como caso de urgência e até esta segunda-feira (28) não havia saído a transferência ainda.

A família lançou apelo nas redes sociais com a foto de Tõezinho da Santana com os dizeres: “Vão mesmo deixar ele morrer? O estado precisa tanto assim de burocracia para salvar uma vida?” Retratando o desespero dos familiares, que também usou o Jornal do Meio-Dia, da Rádio Nova FM, para implorar às autoridades, aos políticos, a todos que possam colaborar para que saia a transferência de Tõezinho, que é chamado carinhosamente pelos sobrinhos de “Dindo”.

“Apelo para as pessoas de influência que conhece Dindo, que por favor, faça um esforço para que essa regulação saia ainda hoje, o mais tardar as 2 horas da tarde, pois a gente não tem tempo de esperar e eu não quero perder Dindo. Eu não quero perder Dindo, de jeito nenhum”, suplica Branca a sobrinha de Tõezinho.

Segundo a sobrinha, Branca, esse é o segundo drama com a Regulação vivido pela família dentro de apenas 01 ano. Em 2020 eles tiveram um tio de 72 anos internado no mesmo Hospital Regional da Chapada, após sofrer convulsões. O tio ficou aguardando a Regulação do SUS por seis dias.

Quando a vaga finalmente saiu, ele necessitou de UTI móvel até o Aeroporto em Tanquinho, em Lençóis e de lá foi levado de UTI aérea até Feira de Santana. Lá não resistiu e veio a óbito, pois, segundo a sobrinha, ele precisava de hemodiálise ainda em Seabra, porém, foi na época do pico da pandemia de Covid-19, havia vaga na UTI do hospital, porém a máquina de hemodiálise não estava funcionando.

“A nossa família não quer repetir a mesma história de 1 ano atrás. 1 ano atrás a gente perdeu nosso tio exatamente por isso, por essa mesma questão, 6 dias esperando regulação. Eu não quero perder Dindo. Eu deixo claro que eu não quero perder Dindo. Eu não quero que por falta de tempo, por falta de hora, por falta de capacidade, por falta de desmerecimento… Deixo claro para todos que estão me ouvindo, eu não quero perder Dindo”, desespera Branca.

A família iria aguardar a transferência até as 14 horas dessa segunda-feria (28) e caso não acontecesse, iriam buscar ajuda junto à Promotoria Pública. No final da noite dessa segunda-feira o Sr. José Antônio ainda se encontra na cidade de Seabra, internado no Hospital Regional da Chapada, sem a devida transferência regulada.

“Será que a Chapada vai ficar em segundo plano? Pode demorar [Regulação], mas esse tempo não, é um excesso… Trazer essa história amanhã é um sinal de fraqueza para nossa região [da Chapada Diamantina] em questão de saúde”, reclamou o apresentador do jornal do Meio-Dia, Nerisvaldo Sobrinho.

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