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Seabra: Golpe de suplementos alimentares vendidos como medicamentos é denunciado por morador.

Nesta segunda-feira (12), um morador da zona rural de Seabra, na Chapada Diamantina, seguiu um veículo marca D20, antiga, que circulava pela comunidade da Prata, com 5 mulheres bem vestidas, além do motorista, alegando que elas eram enfermeiras, médicas, profissionais da área de saúde e que estavam vendendo medicamentos que serviam para tratamento de diversas doenças, inclusive para o câncer. O morador então denunciou à Policia Militar, que prontamente ‘enquadrou’ e conduziu tais pessoas à Delegacia de Polícia da cidade.

Em áudios na redes sociais, há relatos de que as golpistas buscavam sempre por aposentados ou pessoas que tinham cartão de crédito. Chegaram a pegar CPF e RG de pessoas da comunidade da Prata de Baixo e venderam “medicamentos” no valor de R$ 500,00 a R$ 1.000,00.

O Chapada News, procurou a 13ª. COORPIN de Seabra e em contato com o Delegado Dr. Marcus Santa Bárbara, o mesmo confirmou que de fato a Polícia Militar conduziu 6 pessoas até a delegacia, e que está sendo instaurando Inquérito Policial para apurar a conduta dessas pessoas. Também informou que várias vítimas já foram intimadas e já prestaram depoimentos.

Em seus depoimentos, as vítimas confirmam que as acusadas realmente se passam por profissionais da saúde, bem vestidas, comunicativas, alegando que vendiam medicamentos com poder de tratar várias doenças, mas na verdade, foi constatado que são suplementos alimentares, que na realidade não tem essa finalidade específica. O delegado ainda confirma que tais suplementos alimentares até têm registro na Anvisa, contudo, todo o material será periciado, no intuito de verificar se o que consta da bula corresponde, de fato, ao material que consta dentro dos recipientes.

“Elas inclusive, aumentam demais esses suplementos alimentares, por exemplo, um Sal dos Ossos, que se encontra na Internet por R$ 30,00a R$ 40,00 elas vendem por R$ 350,00, R$ 400,00, então há esse sobrepreço nesses produtos. Muito se valendo da ingenuidade das pessoas, sobretudo idosos da Zona rural”, esclareceu o Delegado ao Chapada News.

Segundo o Delegado, o grupo alugou uma casa na região há 15 dias e vinha fazendo tal atuação nesse período. Os acusados não foram detidos, pois, ainda segundo o Delegado, trata-se, a princípio, de crime de estelionato que já tinha uma certa antecedência, razão pela qual não cabia um flagrante, também em relação aos suplementos em si, se são ou não falsificados, depende antes de uma perícia e nesse momento não caberia o flagrante. Mas esclarece que se no final da investigação for comprovado a falsificação ou que as vítimas venha a sofrer com esse tipo de ‘publicidade’ enganosa de tomar um suplemento como medicamento e vir a ter consequências por esse engano, pode sim ser pedido a prisão dos acusados.

O delegado ainda alerta a população: “não comprem esse tipo de ‘medicamento’ com base simplesmente nas pessoas que chegam em sua residência para vendê-los se passando por profissionais de saúde. Os verdadeiros profissionais de saúde, que vão até sua casa, chegarão identificados para vocês. Peçam sempre algum tipo de identificação, e também desconfiem dessas pessoas que vendem suplementos alimentares se passando por medicamentos”.

Chapada News

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