terça-feira ,16 agosto 2022
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SEABRA: Mulher com feto morto no útero a quatro dias recorre às redes sociais para tentar acelerar a Regulação do SUS

Arli Novais de Souza, relata que está grávida e ao fazer uma ultrassom a quatro dias (no dia 31 de janeiro) foi constatado que seu bebê estava morto. Entretanto o feto não foi expulso naturalmente, sofrendo assim um aborto retido. A paciente diz que procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em 31/01 e lá foi encaminhada à cidade de Iraquara.

Em Iraquara, foi feito o teste de toque e lhe aplicaram uma injeção. Após esse procedimento Arli foi liberada e encaminhada para casa. Segundo a paciente, o Hospital de Iraquara lhe solicitou a compra de Misoprostol, conhecido como Cytotec, uma medicação de uso exclusivo em hospitais e clínicas para induzir o trabalho de parto ou provocar o aborto em casos muito específicos (informação que não foi confirmada pelo Hospital).

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O Misoprostol somente pode ser usado com avaliação médica, pois se for indevidamente usado pode causar efeitos colaterais graves. Devido a isso, no Brasil, o Cytotec não pode ser comprado de forma livre em farmácias convencionais, legalmente só pode ser comprado por hospitais e clínicas.

Arli ainda diz que retornou ao Hospital de Iraquara com a medicação e lá eles recusaram a aplicar o remédio, informando que ela deveria ser encaminhada a um Hospital em Irecê, Feira de Santana ou Salvador.

Segundo a direção do Hospital Américo Chagas de Iraquara, em nenhum momento foi indicado esse tipo de medicamento, que a paciente foi atendida, medicada e encaminhada para casa e que seria necessário coloca-la na tela de regulação, para que o procedimento fosse feito com a devida segurança.

Já o Irmão da paciente contou ao Chapada News que o nome de Marli, já consta na tela da Regulação do SUS, aguardando vaga, mas o desespero da paciente é que ela está sentindo muitas dores, frio e febre. Está preocupada com sua condição de saúde e medo de contrair uma infecção por conta do feto morto em seu útero. Por isso, recorreu às redes sociais, relatando seu caso para tentar acelerar a regulação.

Chapada News

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