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Varíola dos macacos: Saúde pretende fechar compra de vacinas até terça

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pretende anunciar nesta terça-feira, 23, o acordo de compra do antiviral Tecovirimat. Caso o negócio seja fechado, o Brasil receberá 50 mil doses do imunizante usado contra a varíola dos macacos. A compra  será feita por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), e beneficiará 25 mil pessoas, considerando a aplicação da vacina em duas doses.

Um alerta foi disparado, após a entrada do país num pódio nada agradável, o Brasil já ocupa o terceiro lugar no mundo em número de contaminados. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, no último domingo, 21, foram contabilizados 3.788 casos confirmados da doença, nos fazendo ultrapassar o Reino Unido e a Alemanha. Há, ainda, outros 4.175 casos considerados suspeitos, aguardando resultados do exame RT-PCR.

Será lançada, ainda nesta segunda-feira, 22, a campanha nacional contra a varíola dos macacos. O ministro Edson Fachin permitiu a publicidade sobre o tema até o dia 30 de agosto, por entender que se trata de interesse público.

Um balanço do laboratório de Tanuri, que coordena a testagem para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, indicam uma taxa de positividade cinco vezes mais alta, de 49%.

Depois da aprovação do contrato junto à Opas, o governo deve enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a documentação para importar o fármaco, que ainda não tem registro no Brasil. Na sexta-feira, 19, a Anvisa autorizou a importação excepcional de remédios e vacinas que anda não têm registro no país.

Neste sábado, 20, a secretaria da Saúde da Bahia divulgou que foram identificados mais seis casos da doença, todos em Salvador. Com isso, o estado da Bahia contabiliza um total de 39 casos.

Segundo o site Correio Braziliense, o governo federal negocia com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para que o Brasil receba um lote de 50 mil vacinas, quantidade que não é suficiente para uma imunização em massa. De acordo com Queiroga, a vacinação em larga escala está descartada. Os imunizantes serão direcionados para profissionais da saúde que tenham contato direto com pessoas infectadas.

CN com informações do A Tarde e do Correio Braziliense.

 

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